Rádio Fronteira Gaúcha

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Coleção de DVDs com o melhor do Nativismo à venda


Lista de DVDs .
Tenho interesse de vender este PACOTE contendo 20 DVDs com o melhor da música nativista.
(Obs: Não será vendido por unidade , e sim o pacote completo)

Interessados tratar comigo pelo Facebook Matias Moura
 https://www.facebook.com/matias.moura.9

DVDs
Luiz Marenco – Identidade
César Oliveira E Rogério Melo – Pátria Pampa
Joca Martins – Cavalo Crioulo
Joca Martins – 25 Anos De Carreira
22º Reponte Da Canção
5ª Manoca Do Canto Gaúcho
4ª Manoca Do Canto Gaúcho
4º Festival O Rio Grande Canta O Cooperativismo
3º Laçador Do Canto Nativo
5ª Vertente Da Canção Nativista Estudantil
25ª Comparsa Da Canção
18ª Tertúlia Musical Nativista
21ª Tertúlia Musical Nativista
3º Canto Missioneiro
18ª Sapecada Da Canção Nativa
10º Sapecada Da Serra Catarinense
O Melhor Do Festival Cante Uma Canção Em Vacaria
32ª Coxilha Nativista
Erlon Péricles – Na Estrada Do Sul – Ao Vivo
Gineteadas Gaúchas

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Joca Martins e Juliana Spanevello lançam o CD “Folclore & Cantoria”


Com carreiras consagradas e independentes, Joca Martins e Juliana Spanevello lançam o primeiro CD em dueto chamado “Folclore & Cantoria”.

O trabalho é o resultado de um encontro de vozes e de sentimentos onde o casal apresenta ao público a autêntica música regional gaúcha. Para o dueto, o álbum é a materialização da forte sintonia entre os dois artistas dentro e fora dos palcos.

O CD é composto por dez canções criteriosamente selecionadas por Joca e Juliana. “Folclore & Cantoria” foi gravado nos estúdios da gravadora Acit, em Caxias do Sul (RS), e conta com a produção musical de Luciano Maia, que também assina os arranjos das composições ao lado de João Marcos “Negrinho” Martins. Os arranjos vocais do dueto foram conduzidos por Cícero Camargo.


Além do CD, um encarte especial está sendo lançado, em forma de livreto, com conteúdo exclusivo e edição limitada. “Folclore & Cantoria” já está à venda nas lojas e também através do site www.folcloreecantoria.com.br.

MÚSICAS / ÁLBUM FOLCLORE & CANTORIA


01 – Folclore e Cantoria (Gujo Teixeira / Luciano Maia)
02 – Pandeiro, Lua Redonda (Gujo Teixeira / Juliano Gomes)
03 – As Flores de Maria Flor (Filipe Corso / Kiko Goulart)
04 – Chimarrão (João da Cunha Vargas / Vitor Ramil)
05 – Sureño (Sérgio Carvalho Pereira / Aluísio Rockembach)
06 – Teu amor chegou um dia (Gujo Teixeira, Jairo Lambari Fernandes / Luciano Maia)
07 – Violão, Guitarra Crioula (Gujo Teixeira / Juliano Gomes)
08 – Pasto Nativo (Rodrigo Bauer / Joca Martins)
09 – João Maria Marimbondo (Rafael Machado / Kiko Goulart)
10 – O Sábio do Mate (Rodrigo Bauer / Joca Martins)


SERVIÇO
O quê: CD Folclore & Cantoria (Joca Martins e Juliana Spanevello)
Onde: À venda no site www.folcloreecantoria.com.br
Quanto: R$ 14,00

Diversidade de raças é destaque na 38ª Expofeira de Ovinos de Verão


Em seus primeiros dias a feira, realizada em Sant’Ana do Livramento, apresentou a variedade e a qualidade genética de seu rebanho

Desde a última quinta-feira (07), leilões, julgamentos e negócios estão sendo realizados durante a 38ª Expofeira de Ovinos de Verão de Sant’Ana do Livramento e movimentam o Parque de Exposições Augusto Pereira de Carvalho. Cerca de 550 ovinos já foram comercializados, totalizando R$ 355 mil em vendas durante os três primeiros dias de remates.

A Expofeira de Ovinos de Verão traz à pista a diversidade das raças criadas no município ao rematar animais Texel, Poll Dorset e Île de France, conhecidos pela qualidade da sua carne; e ovinos lanados como o Merino Australiano e o Ideal. Incluindo também, as raças de dupla aptidão (carne e lã), que é o caso do Merino Dohne e Corriedale.

De acordo com Claudio Caldas, criador das raças Poll Dorset e Merino Dohne e proprietário da Cabanha Santa Rita, esta edição da feira reúne uma realidade que vem se fazendo presente nos campos de Sant’Ana do Livramento: propriedades rurais sendo reconhecidas através da diversidade de seu rebanho ovino. “O município já desponta quando o assunto é qualidade genética aplicada à ovinocultura. Trabalhar com uma variedade de raças, além de ampliar o mercado de comercialização do criador também traz novos olhares para Livramento”.

Propagar os ovinos criados pelas cabanhas santanenses é um dos grandes objetivos da 38ª Expofeira de Ovinos de Verão. “Livramento é o berço da ovinocultura brasileira, local que é ótimo para comercializar e expor, já que os animais que passam pela feira acabam ganhando vitrine e trazendo mais compradores e interessados em conhecer o trabalho que realizamos. Todos ganham com uma feira deste porte, para os criadores é uma oportunidade de sair do campo e apresentar seu plantel. E, quem vem prestigiar os remates, tem acesso à qualidade das raças e bom material genético”, ressalta o criador João Paulo Peixoto Magalhães, da Estância Artigas.

Além da comercialização, os ovinos também são as estrelas dos julgamentos realizados durante os dias do evento. Para o presidente da Associação e Sindicato Rural de Sant’Ana do Livramento, Luiz Cláudio Andrade, as premiações são uma forma de valorizar o rebanho e o engajamento dos criadores locais: “os julgamentos, além da premiação e do prestígio, também concedem expressão aos criadores junto aos negócios rurais e aos futuros compradores. Afinal, sabe-se que a qualidade genética e racial de uma cabanha está atestada através dos prêmios que ela recebe. O que traz mais resultados comerciais durante a feira e fora dela”.

A programação da 38ª Expofeira de Ovinos de Verão de Sant’Ana do Livramento prossegue com remates e outras atrações, no Parque da Rural: 5º Remate Cabanha Serra Nova e Convidados (12 de Janeiro), Remate Cabanha Arvoredo (14 de Janeiro), Remate Agropecuária Vitória (15 de Janeiro), Mercotexel (23 de Janeiro), Remate Cabanha Santa Filomena e Santa Úrsula (01 de Fevereiro), Remate Cabanha Recanto da Esperança (02 de Fevereiro) e Remate Cabanha Nova Aurora (03 de Fevereiro).

 Texto: Agência Megafone - Assessoria de Comunicação da Associação e Sindicato Rural de Sant’Ana do Livramento

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Benefícios da Carne de Cordeiro à Saúde


O Carne de Cordeiro é a carne da ovelha – Ovis aries. É um tipo de carne vermelha, um termo utilizado para a carne dos mamíferos, que é mais rica em ferro do que a galinha ou peixe. A carne dos ovinos jovens, em seu primeiro ano, é conhecido como cordeiro, enquanto o carneiro é um termo usado para a carne da ovelha adulta. A Carne de cordeiro é mais consumido curado (defumado e salgado), mas também é comum em algumas partes do mundo ser consumida processada. Sendo ricos em proteína de alta qualidade e muitas vitaminas e minerais, o cordeiro pode ser um excelente componente para uma dieta saudável.

Proteína da Carne de Cordeiro

Como outros tipos de carne, a Carne do cordeiro é composto principalmente de proteína. O teor de proteína magra do cordeiro cozido geralmente é 25-26 %. A carne de cordeiro é uma fonte de proteína de alta qualidade  e contém todos os aminoácidos essenciais necessários para o crescimento e manutenção do corpo. Por esta razão, comendo cordeiro, ou outros tipos de carne, pode ser especialmente benéfico para fisiculturistas, atletas e pacientes pós – cirúrgicos em recuperação. Simplificando, comer carne promove uma nutrição ideal, sempre que o tecido muscular precisa ser reconstituído ou trabalhado.



Gordura da Carne de Cordeiro

O cordeiro contém uma quantidade variável ​​de gordura, dependendo do nível do corte e da dieta do animal, idade, sexo e alimentação. O teor de gordura pode variar entre 17-21%. Ela é composta de gorduras saturadas e monoinsaturadas em quantidades aproximadamente iguais. A gordura do cordeiro (sebo) geralmente contém níveis ligeiramente mais elevados de gordura saturada do que a carne bovina e suína. A ingestão de gordura saturada tem sido considerada um fator de risco para doenças cardíacas, mas muitos dos novos estudos não encontraram qualquer ligação.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Praga na Pampa - Ação de javalis preocupa produtores e causa mais danos que o abigeato


Predador avanço sobre aramados das estâncias e cães de guarda, inquietando mais os ovinocultores que ladrões de gado, cavalo e ovelha

Por: Nilson Mariano


No Estado, onde os primeiros javalis apareceram há 25 anos, vindos ou importados do Uruguai, os ovinocultores estão alarmados. Os predadores preocupam mais que os abigeatários (ladrões de gado, cavalo e ovelha). Somente na Estância São Marcos, em Rosário do Sul, foram mortos 1.950 borregos da raça merino australiano, a partir de janeiro de 2012. O plantel foi reduzido de 5 mil para 3 mil ovelhas, para desespero do proprietário, Arnol Fernandes Guerra, 89 anos.

Ameaça a animais e terras, javalis são caçados no pampa gaúcho
Com arapucas e jaulas, caçadores tentam conter avanço dos javalis
Reportagem acompanha caçada e fica frente a frente com o predador

O prejuízo da São Marcos é calculado em quase R$ 390 mil, se for contabilizado que um cordeiro adulto vale R$ 200. Um dos filhos de Arnol, o veterinário Alexandre Guerra, 46 anos, diz que o javali sente o cheiro da placenta da ovelha, no momento do parto, e ataca o recém-nascido:

– Ele vai, faz a refeição dele e cai fora.


As investidas ocorrem principalmente entre julho e outubro, no período da parição. Os merinos da São Marcos são valiosos mais pela lã do que pela carne. O zootecnista Olímpio Guerra, irmão de Alexandre, ressalta que rendem uma lã de exportação tão fina que é preciso lente de aumento para vê-la. Mede 18,49 mícrons – um mícron equivale à milésima parte do milímetro.


– Exportamos para o Uruguai, que paga US$ 15 pelo quilo da lã – destaca Olímpio.


Criadores imaginavam que os javalis não ousariam chegar à porteira das estâncias, guarnecidas por aramados e cães. Entraram inclusive nos currais. No final do ano passado, sentindo-se impotente ao avanço da praga, um grupo de ovinocultores de Livramento enviou carta à presidente Dilma Rousseff pedindo ajuda. Pequenos fazendeiros, como Zair Rodrigues, 77 anos, da localidade de São Diogo, em Quaraí, estão falindo. Ele cogita reduzir o rebanho para o consumo da família.

– De cem carneiros que nasceram este ano, 70 foram comidos por eles – conta Zair.


Os javalis surgiram nos campos de Quaraí em 2008. No início, ao notar desfalques isolados no rebanho, Zair não sabia de quem era a culpa, podia ser do graxaim, o solitário lobinho do pampa. Nos últimos três anos, porém, a matança se intensificou.

– Minhas ovelhas estão pousando no pátio, guardadas por três cachorros, mas não durmo tranquilo – relata Zair.

* Zero Hora

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Pesquisa da Fepagro monitora ruídos de ingestão dos bovinos



Um estudo que está sendo conduzido na Fepagro Forrageiras, em São Gabriel, está monitorando os sons de ingestão de bovinos para poder avaliar as atividades de pastejo dos animais. O objetivo é analisar, com base em informações do comportamento dos bovinos em pastejo, como o manejo das pastagens naturais do Bioma Pampa altera o ganho de peso dos animais e encontrar formas de minimizar possíveis perdas ao longo do ano.

O monitoramento faz parte de um trabalho conduzido pelo pesquisador da Fepagro Júlio Kuhn da Trindade, que utiliza a bioacústica para acompanhar o comportamento ingestivo dos bovinos em sistema de pastejo. A bioacústica tem sido proposta por ser um método não invasivo, com baixo custo e que possibilita identificar as atividades dos ruminantes de forma contínua.? ”A determinação do tempo que os animais dedicam às diferentes atividades em pastejo contribui para melhor entender as relações de causa e efeito quando, por exemplo, aplicamos determinados manejos nas pastagens”, explica.

Para realizar esse monitoramento, os pesquisadores da Fepagro Forrageiras colocaram gravadores acústicos com GPS em animais da raça braford. Os equipamentos são acondicionados em uma caixa ultra resistente, impermeável à umidade, e conectados a um microfone de lapela, que é ajustado na testa do animal. Uma bateria, com autonomia superior a 24 horas, mantém tudo funcionando. O equipamento grava os sons de ingestão dos animais e o GPS registra a localização exata deles. “Dessa forma, podemos monitorar onde são os locais de pastejo e ruminação dos animais, onde realizam mais bocados e o porquê. Essas informações contribuem para melhorar o manejo das pastagens, não na ótica daquilo que julgamos ser melhor para os animais, mas na ótica do que os animais expressam e nos 'dizem' que é melhor para eles”, detalha Júlio.

Segundo o pesquisador, cada movimento mandibular que os animais realizam – podendo ser bocado ou mastigação – gera um determinado conjunto de características acústicas, tais como frequência, intensidade e duração, que apresentam relações significativas com o quanto e o que consomem. “Nesse sentido, esse é um método revolucionário, que tem um potencial enorme de, no futuro, possibilitar desvendarmos muitas caixas-pretas relacionadas à nutrição e comportamento de animais em pastejo”, avalia.

Os sons coletados são processados manualmente em um software acústico, onde são rotuladas as atividades principais dos animais: pastejo, ruminação, ócio, visita ao sal e água. De acordo com Júlio, o passo seguinte será investigar e buscar formas de analisar essa informação de maneira automatizada. “Já temos algumas iniciativas nesse sentido e acreditamos que, em médio e longo prazo, com a colaboração do Grupo de Pesquisa em Ecologia do Pastejo da UFRGS, consigamos produzir um sistema automatizado”, conta.



Outros dados, como o tempo que os animais gastam pastejando, quanto andam na pastagem e o consumo de forragem, ajudam a descobrir o ganho energético e a modelar o gasto energético dos animais. Essas informações não apenas apontam qual tratamento na pastagem faz os animais ganharem mais peso, mas também ajudam a entender o porquê. “Digamos que dois animais consomem a mesma quantidade de forragem, mas um ganha mais peso que outro. Ao analisar o tempo de pastejo de cada um, você descobre que o animal que ganhou menos peso caminhou mais e ficou mais tempo pastejando para compensar o pouco alimento que ele consegue obter em cada bocado, por conta de a pastagem estar rapada. Para isso precisamos da bioacústica”, exemplifica.

O estudo de bioacústica faz parte de dois projetos conduzidos em área experimental de 34 hectares de pastagem natural do Bioma Pampa, com apoio de recursos aprovados no CNPq. Os projetos têm como meta realizar avaliações de comportamento ingestivo dos animais e da vegetação, medidas de consumo de forragem pelos animais com marcadores fecais, avaliações do desenvolvimento reprodutivo das novilhas, balanços mensais de produção de forragem e animal e avaliações de impactos no ambiente e no solo.



Texto: Elaine Pinto
Foto e diagrama: Júlio Kuhn da Trindade

Divisão de Comunicação Social

Setores debates desafios das cadeias produtivas para 2016


Investir em tecnologia e sanidade animal, aumentar a produtividade, ampliar os mercados e fortalecer a imagem do leite são alguns dos desafios listados pelo presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, para 2016, durante o lançamento da 5ª edição do AVISULAT, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (10/12), na Fiergs, em Porto Alegre. No AVISULAT – Congresso e Feira Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios, que será realizadao entre os dias 22 e 24 de novembro de 2016, serão discutidas a situação das cadeias produtivas de aves, suínos e laticínios. 

Segundo Guerra, o primeiro semestre do próximo ano promete ser complicado para o setor, visto o aumento nos custos de produção. “Por trás da indústria láctea, nós temos mais de 100 mil famílias no campo que precisam se manter”, ressaltou. Na ocasião, o economista da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS, Oscar Frank Junior, destacou que o aumento da energia elétrica em 52,3% e de combustíveis em 17,7% impactou diretamente nesse custo. De acordo com o economista, o aperto monetário, a inflação e a instabilidade política foram responsáveis pela queda de confiança e investimentos na indústria, no setor de serviços e também para o consumidor. 

Além do Sindilat, o encontro reuniu os presidentes da ASGAV, SIPS e FIERGS, o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, e outros representantes da indústria. Foram apresentados, ainda, os preparativos para a edição 2016 do AVISULAT. A proposta do evento é promover novos negócios, apresentar inovações e ampliar o debate sobre as principais demandas dos setores. Durante o encontro, Ernani Polo destacou a importância de criar espaços para debater as dificuldades e conquistas de cada setor. “Ações integradas, como o AVISULAT, precisam ser promovidas, pois é por meio da construção coletiva que iremos encontrar as melhores saídas para enfrentar as dificuldades impostas pelo cenário político e econômico do país”, disse. 

Foto: Presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, falou sobre os desafios do lácteo gaúcho
Crédito: Vinicios Sparremberger

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Pesquisadora da Fepagro publica artigo sobre polinização com abelhas sem ferrão


A pesquisadora da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) Vale do Taquari, Sidia Witter, publicou um artigo técnico sobre “Polinização com abelhas sem ferrão” no jornal “A Vindima” – o jornal da vitivinicultura e da agricultura familiar, de Flores da Cunha (RS). O artigo foi escrito junto com Patricia Nunes Silva, da PUCRS; e Marcos Botton, da Embrapa Uva e Vinho.

A publicação diz que a polinização realizada por animais é essencial para o suprimento alimentar humano, sendo responsável direta ou indiretamente pela produção de alimentos, contribuindo para a sua quantidade e qualidade. “A influência dos polinizadores varia de acordo com a cultura agrícola considerada, ou seja, para algumas culturas a polinização contribui mais para a produção e/ou qualidade quando comparada a outras. Dessa maneira, os polinizadores podem aumentar o valor econômico da produção agrícola”, conta Sidia. Segundo ela, no Brasil, o valor econômico da polinização é estimado em US$ 12 bilhões, valor que corresponde a 30% do valor total da produção das culturas agrícolas dependentes de polinização. “Esse valor pode ser ainda maior, já que para muitas culturas importantes, como o açaí e o inhame, não se conhece o quanto a polinização contribui para a sua produção”.

A polinização é realizada por diversos agentes, ditos polinizadores. Na agricultura, os principais são as abelhas. Por muito tempo a polinização era realizada por abelhas provenientes de áreas naturais que estavam presentes nas paisagens agrícolas. No entanto, o cultivo em grande escala associado ao desmatamento resultou na destruição do habitat desses insetos, o que tem comprometido a polinização. “Para suprir a falta de polinizadores, é possível a utilização de polinização manejada, ou seja, introduzir abelhas nos cultivos agrícolas, prática rotineira em diversos países”, explica a pesquisadora.

A abelha mais utilizada na polinização manejada é a Apis mellifera, conhecida como abelha melífera, doméstica ou africanizada. Além dessa espécie, algumas espécies de Bombus (mamangavas) também são manejadas para esse fim, especialmente em solanáceas. “O tomate e a berinjela, por exemplo, precisam de um tipo especial de polinização, a polinização por vibração, requerendo que as abelhas vibrem as anteras para retirar o pólen. Nesse caso a A. mellifera não realiza esse tipo de polinização, sendo por isso utilizadas as abelhas mamangavas. No Brasil, há um reduzido emprego de abelhas para a polinização aplicada, a qual, quando realizada, é feita principalmente com A. melífera”.

Sidia esclarece que as abelhas mamangavas não são domesticadas como em outros países. Assim, uma possibilidade para a polinização manejada são as abelhas sem ferrão (meliponíneos), as quais já são criadas há muito tempo, atividade chamada de meliponicultura. Essa atividade é voltada para a produção de mel, no entanto, pode gerar outros produtos ainda pouco explorados, como o comércio das próprias colônias.

Pela legislação brasileira, as colônias de abelhas não podem ser retiradas da natureza, podendo ser adquiridas através da utilização de ninhos-armadilha ou compradas de meliponicultor registrado legalmente. No Brasil existem 241 espécies descritas de abelhas sem ferrão, porém poucas foram estudadas quanto ao seu papel polinizador. Apesar disso, as pesquisas existentes mostram que muitas espécies são eficientes na polinização e poderiam ser utilizadas na polinização manejada de culturas agrícolas, inclusive na polinização por vibração, tornando a produção de colônias de meliponíneos um mercado potencial.

De acordo com Sidia, o exemplo mais comum do potencial do uso de abelhas sem ferrão para a polinização é o caso do morangueiro. “Suas flores são autoférteis, mas dependendo da morfologia floral e da forma de manejo da cultura (plantação em estufa), não é suficiente para produzir frutos com qualidade comercial. Com cerca de 50 a 500 pistilos (partes femininas da flor), se não houver distribuição uniforme de pólen nesses inúmeros pistilos, o morango gerado apresenta deformações, pois cresce de forma desigual”.

Além disso, a polinização por abelhas também pode aumentar a quantidade de frutos produzidos. É possível utilizar as abelhas africanizadas na polinização manejada para prevenir ou diminuir a incidência de frutos deformados, porém, com o crescente emprego de estufas para a produção de morangos, o uso de abelhas sem ferrão apresenta a vantagem de não haver perigo de acidentes.

De acordo com a pesquisadora, já foi comprovado que uma abelha muito comum no Brasil, a jataí, por exemplo pode ser utilizada na polinização do morangueiro com sucesso. “Nesse caso, trabalhos de pesquisa conduzidos em São Paulo demonstraram que uma colônia de jataí é adequada para polinizar uma estufa com 1500 morangueiros da cultivar Oso Grande. No Rio Grande do Sul, a polinização das cultivares Oso Grande, Tudla e Chandler pela abelha jataí, em ambiente protegido também indicaram um aumento na produtividade”.

Texto: Darlene Silveira

Foto: Vânia Sganzerla

Divisão de Comunicação Social

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Divulgados vencedores do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo



A festa de comemoração do Sindilat ainda foi marcada pela entrega do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo. O objetivo foi reconher os melhores trabalhos produzidos pela mídia especializada no setor lácteo. O primeiro colocado em cada categoria recebeu, além do troféu, um Iphone 6. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, aproveitou para destacar o empenho de todos os profissionais na cobertura diária do setor.

Conheça os vencedores:

Impresso
1º lugar: Cleidi Pereira / Zero Hora (RS) - Foco no futuro do Leite
2º lugar: Danton Jr e Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) - Robô substitui mão de obra na ordenha
3º lugar: Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) -  Queijo com identidade serrana

Eletrônico
1º lugar: Dulciana Sachetti/RBSTV Santa Rosa (RS) - Modelo Confinamento Free Stall: tecnologia leiteira garantindo a sucessão familiar no campo
2º lugar: Marcelo Kielling / Rádio Diário-Diário da Manhã (RS) - Produtividade e os Desafios da produção leiteira no RS
3º lugar: Bruna Essig/ Canal Rural (RS) - Chuva traz impactos à produção de leite

Fotografia
1º lugar: Diogo Zanatta / Zero Hora (RS) - Para não deixar furo
2º lugar: Diogo Zanatta/ Zero Hora (RS) - Qualidade Remunerada
3º lugar: Tarsila Pereira/Correio do Povo (RS) - Produtores de leite protestam contra a crise

On Line
1º lugar: Ângela Prestes/ Destaque Rural  (RS) -  Compost Barn - Mais Produtividade e Conforto
2º lugar: Carlos Guimarães Filho/Gazeta do Povo (PR) - Campos Gerais, onde o leite e a soja se encontram
3º lugar: Bruna Essig/ Canal Rural (RS) - Mapa investe R$ 387 milhões na cadeia do leite
 (Assessoria de Imprensa Sindilat)

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Canal BAHstidores no Youtube !



Com uma proposta de divulgar a música nativista do nosso estado , bem como apresentar novos talentos artísticos é que surgiu o projeto Canal BAHstidores " Nativismo além fronteiras"que a partir de agora estará divulgando vídeos através de um canal no youtube . Uma parceria com a Oficina de Música Cristiano Cesarino , BAHstidores e Rádio Fronteira Gaúcha .

Na primeira edição o programa apresenta a interprete Luiza Gomes de Santana do Livramento –RS que interpreta algumas composições do cancioneiro gaúcho . Confira este novo projeto , curta e compartilhe !








quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Casos de Mormo no Estado do Rio Grande do Sul


Secretaria monitora casos de Mormo no RS - Foto: Fernando Dias


            Além do foco inicial de Rolante (com 01 equino positivo em WB) outros 14 focos de mormo foram identificados no Estado do Rio Grande do Sul, num total de 24 equinos com diagnóstico positivo no teste de maleína, reconhecido como diagnóstico conclusivo e definitivo para esta enfermidade pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) e na IN 24/2004 que aprova as normas para controle e erradicação do mormo, conforme relação abaixo:
·         Uruguaiana: 01 foco com 01 equino positivo. Animal está isolado e o sacrifício aguarda resolução sobre a notificação recebida de intimação de liminar concedida. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Alegrete: 01 foco com 01 equino positivo. Animal está isolado e o sacrifício aguarda resolução sobre a notificação recebida de intimação de liminar concedida. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Santo Antônio das Missões: 01 foco com 05 equinos positivos. Todos foram sacrificados no dia 24/09/15. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         São Jorge: 01 foco com 01 equino positivo. Animal positivo foi sacrificado em 25/09/15. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Cruz Alta: 01 foco com 01 equino positivo. Animal positivo foi sacrificado no dia 25/09/15. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Boa Vista do Cadeado: 01 foco com 01 equino positivo. Animal positivo foi sacrificado no dia 28/09/15. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Rolante: 01 foco com 01 equino positivo. Animal positivo foi sacrificado no dia 25/09/15. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Nova Ramada: 01 foco com 01 equino positivo. Animal positivo foi sacrificado no dia 29/09/15. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Pelotas: 01 foco com 01 equino positivo. Animal está isolado e o sacrifício aguarda resolução sobre a notificação recebida de intimação de liminar concedida. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Camaquã: 01 foco com 01 equino positivo. Animal positivo foi sacrificado no dia 08/10/2015. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Três de Maio: 01 foco com 01 equino positivo. Animal está isolado e o sacrifício aguarda resolução sobre a notificação recebida de intimação de liminar concedida. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Porto Alegre: 01 foco com 01 equino positivo. O animal com suspeita clínica, teve resultado positivo na Fixação do Complemento veio a óbito antes da realização do teste da maleína. O foco está encerrado, pois havia somente um animal na propriedade que veio a óbito.
·         Rio Pardo: 01 foco com 01 equino positivo. Animal positivo foi sacrificado no dia 13/11/2015. Propriedade está interditada e em saneamento.
·         Cruz Alta: 01 foco com 08 equinos positivos. Os animais estão isolados. Um sacrifício será agendado para dia 16/11/15 e os demais sacrifícios aguardam resolução sobre as notificações recebidas de intimações de liminares concedidas. Propriedade está interditada e em saneamento.

            Desde a primeira ocorrência no mês de junho do corrente ano até a presente data, ao todo 28 suspeitas já foram descartadas. Além dos focos descritos acima (15 focos confirmados e total de 26 animais comprovadamente positivos - destes 24 diagnosticados positivos através do teste maleína, 01 por WB e um óbito), outras 24 propriedades estão sob investigação, aguardando provas confirmatórias.

Nota Técnica 11/2015 – 13/11/2015
Defesa Sanitária Animal/DDA/SEAPI

Vacinação contra aftosa já atinge 130 mil bovídeos




Dos 343 mil bovinos e bubalinos de até 24 meses que devem ser vacinados nesta segunda campanha da vacinação contra febre aftosa nos 26 municípios da região central, cerca de 130 mil já estão imunizados. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pela Supervisão Regional do Departamento de Defesa Agropecuária da  Secretária de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SEAPI) .

Somente em Santa Maria, 10,5mil bovídeos já foram imunizados. Produtores que ainda não vacinaram seus animais, tem até o dia 30 de novembro para adquirir a vacina e realizar a imunização. Para os criadores enquadrados no Programa Nacional de apoio à Agricultura Familiar (PRONAF) ou no Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecuária de Corte Familiar (PECFAM), e que possuírem até 30 bovinos e/ou búfalos no seu rebanho, a retirada das doses no município deverá ser feita diretamente nas sedes dos distritos, conforme roteiro (abaixo).


A etapa de vacinação encerra no próximo dia 30 de novembro e os produtores deverão apresentar a Nota Fiscal de compra das doses diretamente nas Inspetorias de Defesa Agropecuária da Seapi, especificando a quantidade de animais vacinados, por categoria. O prazo máximo para apresentação da mesma é de cinco dias úteis após o término da campanha, caso contrário, serão autuados conforme determinação do Decreto Estadual n° 52434/15 e terão sua propriedade interditada até que regularizem a vacinação.

Fonte: Ana Lúcia Miranda - Assessoria de Imprensa da Seapi/ DDA/Regional Santa Maria

Pecuária no Pampa emite menos metano do que divulgado



Os primeiros resultados da pesquisa que está avaliando as emissões de metano por bovinos de corte no bioma Pampa demonstram que os níveis são bem inferiores do que aqueles geralmente divulgados por organismos internacionais. Durante um ano, a Embrapa Pecuária Sul mediu as emissões do gás em novilhos da raça Hereford submetidos a diferentes níveis de intensificação em pastagens naturais do Pampa. Segundo os resultados preliminares, as emissões de metano foram até 43% menores do que estimativas feitas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) para a pecuária brasileira. 

As avaliações fazem parte de um projeto de pesquisa que está monitorando o balanço do carbono na pecuária brasileira. A Rede de Pesquisa Pecus, liderada pela Embrapa, está avaliando a dinâmica de emissão dos gases de efeito estufa (GEE) e a retenção do carbono pela pecuária nos seis biomas brasileiros, entre eles o Pampa. Os resultados estão baseados em análises de dados coletados no ano de 2013 em animais entre dez meses e dois anos de idade, criados nos campos experimentais da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS). 

Para a pesquisa, os animais permaneceram em campo nativo com ajuste de carga para 12% PV (12 quilos de pasto seco para cada 100 quilos de peso vivo animal), com três níveis de intensidade de utilização: campo natural, campo natural fertilizado e campo natural fertilizado e sobressemeado com azevém e trevo-vermelho. Nesse último nível é que foram registradas as menores emissões de metano por animal, 31,6 kg/ano. Já no campo natural fertilizado, a emissão foi de 42,8 kg/ano e no campo natural foi de 46,35 kg/ano. 

"É importante ressaltar que as estimativas do IPCC são de uma emissão de 56 kg/ano de metano por animal dessa mesma categoria no Brasil. Ou seja, os resultados mostram que a emissão de metano no bioma Pampa é bem inferior por animal", afirma a pesquisadora Cristina Genro, coordenadora do Projeto Pecus no bioma Pampa. Segundo a cientista, se for multiplicada essa diferença por milhões de cabeças de bovinos criadas no Pampa, o montante de metano emitido pelos animais ficaria extremamente menor que aquele preconizado pelo organismo internacional.

No levantamento, foram avaliados 27 animais da raça Hereford que, no início da pesquisa, tinham peso médio de 180 kg. Alimentados somente a pasto, os animais apresentaram um ganho médio diário por cabeça de 0,38 kg naqueles que permaneceram no campo nativo sem tratamento; 0,62 kg no campo natural fertilizado e 0,72 kg no campo natural fertilizado e sobressemeado. O consumo alimentar médio dos animais foi maior no inverno, quando foram ingeridos 6,13 kg de matéria seca/dia e na primavera com um consumo de 5,25 kg de matéria seca/dia. "Considerando que os animais só se alimentaram de pasto, sem nenhum tipo de suplementação, o ganho médio diário está dentro dos padrões para este tipo sistema. Isso quer dizer que reproduzimos o sistema de produção preponderante na região, com um manejo de pasto adequado, o que faz com que a emissão de metano também deva refletir a realidade da pecuária na região", enfatiza Cristina Genro.  

Para a aferição da emissão de metano, os animais permaneceram durante cinco dias com buçais presos próximos às narinas e à boca, absorvendo a eructação do gás pelos bovinos. As amostragens recolhidas, uma a cada estação do ano, são enviadas para um laboratório da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, que faz a medição do gás emitido. Segundo a pesquisadora Cristina Genro, os protocolos de coleta de gases e também de análise, utilizados no projeto, são reconhecidos internacionalmente e recomendados pelo IPCC para pesquisas na área. Uma nova análise está sendo realizada, agora com dados recolhidos dos animais em 2014. 

Balanço do carbono 

A Rede de Pesquisa Pecus está realizando um estudo inédito no País, com o objetivo de avaliar o real balanço de carbono na pecuária praticada no Brasil. Para tanto, são efetuadas medições das emissões e sequestro de carbono em animais, pelo solo e pelas plantas (pastagens). Além do Bioma Pampa, o levantamento está sendo realizado nos demais biomas brasileiros: Caatinga, Cerrado, Pantanal, Amazônia e Mata Atlântica. Em cada bioma, são considerados os sistemas de produção adotados, e a pesquisa visa também  apresentar recomendações de manejo para a mitigação da emissão dos GEE. 


No caso do bioma Pampa, as avaliações estão sendo realizadas nos campos experimentais da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), e na Estação Experimental da Faculdade de Agronomia da UFGRS, em Eldorado do Sul (RS). Com os dados computados, será possível avaliar de fato qual o papel da pecuária na emissão do GEE e qual a verdadeira contribuição da atividade no processo de mudanças climáticas. "Ouvimos muito que a pecuária brasileira é uma das grandes fontes de emissão dos GEE. Porém, ainda não existiam dados concretos que avaliassem sua real participação nesse processo", avalia Cristina Genro. 

Bom manejo é essencial

De acordo com a pesquisadora Cristina Genro, o manejo adequado dos rebanhos é imprescindível para que se aumente a produtividade da pecuária com sustentabilidade. A principal recomendação é quanto ao ajuste de carga animal em relação à disponibilidade de alimentos. O cálculo utilizado no bioma Pampa é de que se disponibilize pelo menos 12 kg de matéria seca de forragem por cada 100 kg de peso vivo de animal na área onde está o rebanho. Uma forma mais fácil para o produtor avaliar a quantidade ideal de alimentos é manter a altura da pastagem entre 11 e 15 centímetros. 

Com um manejo adequado, aliado ao melhoramento genético de animais, hoje é possível abater bovinos com até 18 meses de idade. A diminuição do período entre o nascimento e o abate, a partir do aumento na eficiência alimentar, também contribui para a diminuição na emissão dos GEE, uma vez que os animais permanecem menos tempo no campo. 

Uma das peculiaridades do Pampa está em ser  um bioma formado em boa parte por campos, ou seja, com vocação natural para a pecuária. Tanto que, desde a ocupação pelos descendentes europeus na região, a criação de animais sempre esteve presente entre as principais atividades econômicas. Diversos estudos sobre a composição florística dos campos naturais do Pampa já identificaram mais de 400 espécies de gramíneas e 150 de leguminosas, sendo a grande maioria com potencial forrageiro.

Exportações de carne bovina

O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, sendo que entre janeiro e agosto deste ano foram comercializadas mais de 885 mil toneladas para diferentes destinos, o que representa a entrada de cerca 3,8 bilhões de dólares. Com um rebanho superior a 210 milhões de cabeças, em torno de 20% da produção nacional de carnes é destinada ao mercado externo. De acordo o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, não há barreiras comerciais entre países em relação a questões ambientais ou de emissão de GEE. "Há grupos privados importadores que exigem garantia da procedência da carne, avaliando questões socioambientais, como, por exemplo, se ocorreu desmatamento para a produção, além de questões trabalhistas", afirma.

Segundo o executivo da Abiec, a perspectiva é que esse tipo de exigência do mercado aumente e uma das características que será cobrada é a menor emissão de GEE na produção de carne. "Há diversos estudos no País, como o da Embrapa, que dão indícios que os índices de emissão são menores que os divulgados. Precisamos divulgar esses estudos em publicações internacionais para melhorarmos a imagem da nossa pecuária no mundo". Há mais de dez anos, a Abiec realiza trabalhos de promoção da carne bovina brasileira pelo mundo, mostrando que parte da nossa produção é feita com sustentabilidade e os estudos da Embrapa tem comprovado que a pecuária do Pampa contribui para esta imagem positiva.

Fernando Goss (MTb 1065/SC) 
Embrapa Pecuária Sul 
pecuaria-sul.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (53) 3240-4670

Fonte : https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/7546308/pecuaria-no-pampa-emite-menos-metano-do-que-divulgado?link=agencia

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Entidades reunidas apoiam decisão da Secretaria da Agricultura e Pecuária no controle do Mormo


Exame é exigido desde junho desse ano - Foto: Gabriel Munhoz

Desfiles, rodeios e cavalgadas não estão suspensos

              Evitar a proliferação da doença do Mormo é uma necessidade e prioridade tanto da Secretaria da Agricultura e Pecuária quanto de entidades ligadas ao setor e que compreendem a importância da exigência da GTA e do exame de negativo do Mormo tanto para o trânsito quanto a participação de animais em eventos com aglomeração.
           
              Representantes de entidades como MTG, Farsul, Federação Gaúcha de Laço, Abccc e MAPA estiveram reunidos com o secretário da Agricultura e Pecuária Ernani Polo e com técnicos da Secretaria, para discutir a situação do Rio Grande do Sul.
           
             Desde o primeiro caso da doença, registrado em Rolante no mês de junho, em razão de uma normativa do Ministério da Agricultura, para conseguir a emissão da Guia de Transporte Animal – GTA – o produtor deve apresentar o exame de negativo para Mormo.
         
              A nova realidade causou dúvida sobre como proceder em eventos onde tradicionalmente há participação massiva de equinos.
           
             “Nós não estamos cancelando nem proibindo eventos como desfile farroupilha, rodeios e cavalgadas. Em função desse caso positivo de mormo passamos a exigir o exame negativo da doença por uma determinação de legislação federal e para que a doença não se espalhe, prevenindo assim tanto a saúde animal quanto pública, já que o mormo é uma doença fatal, sem cura e transmissível para seres humanos e em 100% dos casos leva a óbito”, explica o secretário Ernani Polo.

            Participaram da reunião o presidente da Farsul Carlos Sperotto, o presidente do MTG Manoelito Savaris, o vice-presidente Francisco Fleck, o presidente da Federação Gaúcha de Laço Cleber Vieira, representante do Ministério da Agricultura Bernardo Todeschini e Arlindo Emmel, representando a Comissão da Agricultura da Assembleia Legislativa.

                  O mormo

             Registrado pela primeira vez no Rio Grande do Sul, o mormo é uma bactéria que ataca equinos e seres humanos. A gravidade da enfermidade se dá por vários motivos. O primeiro é que não há vacina para combate-la. Uma vez diagnosticado o animal como positivo a única saída é seu sacrifício. Mais grave ainda é que ela pode ser transmitida para o ser humano e também não há cura, em 100% dos casos leva a morte. As principais implicações são febre, úlceras na mucosa nasal, descarga nasal purulenta ou sanguinolenta, abscessos nos linfonodos e dispneia.

                Situação atual no Estado

             Desde o primeiro caso em Rolante foram realizados cerca de 6 mil exames em todo o Rio Grande do Sul. Dos exames realizados, 11 deram positivo (suspeito) e foram encaminhadas novas coletas para contraprova no laboratório oficial do Ministério da Agricultura em Pernambuco e ainda não retornaram. As suspeitas foram registradas em diferentes regiões do estado como Litoral Norte, Fronteira Oeste e no Noroeste. Não havendo nenhum caso positivo no período de seis meses desde o primeiro foco, o Estado pode requerer ao Ministério da Agricultura retorno do status anterior de livre do mormo, sem mais ter a necessidade de exigir o exame, prazo esse que se encerra no início de dezembro.

                O que dizem as entidades:


Farsul

            “Esse é um tema que precisamos tratar com visão técnica. As posições colocadas por todos os organismos de defesa nos permitem recomendarmos que os animais não transitem sem a GTA, logo, que tenham o exame de negativo para a doença”.

Carlos Sperotto, presidente.


MTG

            “Nos somos a favor do cumprimento da legislação e sempre a favor da defesa animal, o que nesse momento só é possível com a exigência do exame”.

Manoelito  Savaris, presidente


ABCCC

            “Pelo que vimos a Secretaria está com a questão sob controle agindo da melhor forma possível.  Temos que disseminar essas atitudes legítimas e estimular que todos façam o exame para que não haja a disseminação da doença”.

Francisco Fleck, vice presidente




Federação Gaúcha de Laço

            “Nós estamos totalmente de acordo com a exigência do exame, e temos passado isso para todos os nossos 19 mil associados em todo o Estado. A situação é séria, todos precisam colaborar”.

Cléber Vieira, presidente


Como fazer o exame?
           
            No site www.agricultura.rs.gov.br, na direita da página onde está escrito Mormo, há uma lista com os laboratórios habilitados para realizar o exame e também uma lista de veterinários credenciados. O produtor pode também procurar um profissional de sua confiança. A coleta é feita na propriedade e encaminhada para um dos 19 laboratórios de todo o Brasil.


Qual valor?

         Conforme levantamento realizado essa semana, o valor cobrado na maioria dos laboratórios é R$ 45. Em alguns os clientes encontram variação de cinco reais, para mais ou para menos. Apenas em um dos laboratórios o preço era mais salgado: R$ 75 para veterinário e R$ 85 para proprietário.

Exames em lote

          O valor total do exame envolve três fatores: preço cobrado pelo laboratório, valor da consulta do veterinário e do sedex para fazer o envio. Quem tiver mais de um animal para participar de atividades, ou então tenho conhecidos que também precisam fazer o exame, pode fazer mais de um por vez.

Onde ficam os laboratórios?

         Os mais próximos ficam em São Paulo (e na maioria o valor não passa de R$ 55,00). Há também laboratórios em Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Baia, Maranhão, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Piauí. No Rio Grande do Sul apenas um laboratório está em processo de liberação para que possa realizar o teste.

Fonte : http://www.agricultura.rs.gov.br/conteudo/7460/?Entidades_reunidas_apoiam_decis%C3%A3o_da_Secretaria_da_Agricultura_e_Pecu%C3%A1ria_no_controle_do_Mormo

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Novidades para as transmissões das finais da raça na Expointer



Na Expointer do ano passado, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) transmitiu pela internet, ao vivo, as finais da Raça Crioula. Em 2015, o trabalho vai se repetir, mas com novidades. Além da cobertura em tempo real, que começa com o Freio de Ouro, no dia 27 de agosto, até a final do Movimiento a La Rienda, no dia 6 de setembro, as etapas vão ser apresentadas pelo jornalista Guilherme Hamm e comentadas por diversos técnicos credenciados à ABCCC. Entrevistas durante a programação também são previstas. Mesmo quem não estiver no Parque Assis Brasil, em Esteio/RS, vai se sentir nas arquibancadas.

Semelhante ao comportamento adotado por alguns veículos de comunicação que têm apostado na estratégia de convidar ex-atletas e competidores a participarem dos seus programas como comentaristas, a ABCCC espera agregar informação técnica qualificada e diversificada às transmissões. Essa mediação visa garantir, também, que todos os públicos sejam atendidos. Ou seja, independente do grau de experiência e intimidade com as atividades da Raça ou não, o espectador vai ter as suas expectativas atendidas.

A interatividade também deve ser um dos grandes diferenciais deste ano. Afinal, a transmissão ao vivo não vai ser a única alternativa aos interessados em acompanhar as modalidades. Através das redes sociais da ABCCC – Facebook, Twitter e Instagram – e do aplicativo Cavalo Crioulo Online (disponível para iOS e Android), os internautas vão poder trocar informações e opiniões sobre o período mais importante para o calendário crioulista.

O apresentador

O jornalista Guilherme Hamm é o grande responsável em apresentar todo esse conteúdo ao público. Formado pela PUC-RS, foi repórter durante quase dois anos de um dos programas de mais audiência do Canal Rural, o “Cavalos Crioulos”. Como repórter da SporTV no Rio de Janeiro, cobriu a Copa do Mundo no Brasil.

Essa bagagem, que mesclou a paixão pelo esporte ao rigor técnico das provas, vai poder ser utilizada durante as transmissões comentadas feitas pelas ABCCC. "Acima de tudo, é mais informação para as pessoas. A imagem é o mais importante, mas sem a voz parece que falta alguma coisa", avalia Hamm. Agora, não falta mais.

A atmosfera do Freio de Ouro também é um diferencial e deve ser explorada por Guilherme Hamm para passar ao espectador toda a emoção que há durante as provas. "Já conversei com ginetes e o som da torcida, disseram eles, é diferente. O cavalo também sente todo o clima porque há uma pressão especial", comenta.

A paixão envolvida, semelhante ao que ocorre na Copa do Mundo de futebol, é outra questão importante para compreender a relevância do Freio de Ouro para a vida de milhares de pessoas. "Envolve o criador, o cabanheiro, milhares de famílias, o cavalo representa uma cidade inteira. Envolve até mais paixão do que a Copa", opina Hamm, que vivenciou e trabalhou durante todo o período em que o futebol foi o centro das atenções no mundo, ano passado.

Diante de toda a bagagem acumulada pelo jovem jornalista, ficam evidentes os critérios que o levaram a ser o escolhido para apresentar as transmissões das finais da Raça na Expointer. Engana-se, porém, quem acha que não vai existir nenhuma preparação para o evento. "Estou lendo muito os regulamentos e acompanhando provas, porque é uma honra e um grande desafio estar à frente das transmissões. Não vai ser a primeira vez que lido com a Raça Crioula, mas o frio na barriga sempre tem", conclui.


Redator: Pedro Henrique Krüger/Especial ABCCC
http://cavalocrioulo.org.br/noticias/detalhes/132342/novidades-para-as-transmissoes-das-finais-da-raca-na-expointer

Jornal A Platéia - Desfile de 20 de setembro está confirmado! E será internacional, segundo a organização



Livramento terá desfile no dia 20 de Setembro, data consagrada ao gaúcho.
A confirmação foi feita ontem, no início da noite, pelo presidente da Comissão Organizadora da Semana Farroupilha, Rui Francisco Ferreira Rodrigues. Com um adendo. Será um desfile internacional de cavaleiros, pois, ao contrário do que estava posto até então, a parada da gauchada descerá pela Avenida Sarandi até a Rua Faustino Carambula, exatamente uma quadra antes da praça principal de Rivera - a Praça General José Fructuoso Artigas.

Rodrigues disse que participou ontem à tarde de uma reunião com o intendente Marne Osório; o diretor de Cultura Alex Alves e o diretor de Trânsito Maurício Gonzales e o diretor de Desenvolvimento Giovani Conti.

“Obtivemos a garantia dos três, autoridades departamentais, que todos os veículos serão retirados. O percurso ficará absolutamente limpo para que os cavaleiros possam realizar sua apresentação” - garantiu Rodrigues.

Questionado sobre os riscos sanitários em função do caso de Mormo em Rolante e de suspeitas em municípios como Uruguaiana,  o presidente da Comissão Organizadora da Semana Farroupilha deixou claro que a preocupação com a sanidade está, sim, sempre presente, porém, não há incidência da zoonose aqui em Livramento ou em Rivera. “E o que existe é apenas uma suspeita. Em Rolante, por exemplo, o que houve foi um exame confirmando e outro negando” - afirma.

Sem proibições

Rui Rodrigues sustenta que não houve, nem de parte do MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho, sequer da Secretaria de Agricultura, qualquer ato no sentido de suspender o desfile. “Há a orientação para que sejam cumpridas as determinações, ou seja, as coletas de material e a realização dos exames” - refere. Destaca que em nível de organização da Semana Farroupilha o assunto já vem sendo discutido. “Não existe nenhum caso confirmado na região, há suspeitas que estão sendo investigadas. Sant’Ana do Livramento está fora desse panorama, pois não há sequer suspeita” - refere, destacando que não deverá haver problema sanitário de qualquer ordem.

Rodrigues acredita, porém, que deverá ocorrer uma redução - atualmente estimada em cerca de 30% (sobre o total de 8.031 contabilizados pelos organizadores em 2014) - no número de cavaleiros.
“Os preços dos exames, que constituem exigências até mesmo para a movimentação de cavalos farão com que muitos deixem de participar” - salienta, acrescentando que também peões do interior do município, até em função desse custo, também poderão deixar de vir participar do evento.

O presidente da Comissão Organizadora da Semana Farroupilha afirma que a situação gera, sim, uma série de preocupações. Inclusive, conforme ressalta, nesse sentido: de que a participação poderá ser reduzida.

Pelo menos até agora sem quaisquer proibições, o clima que antecipa as atividades da Semana Farroupilha já pode ser verificado em algumas localidades do município.
Há quem já tenha trazido cavalos para as cocheiras próximas ao perímetro urbano. Há também quem já esteja montando e circulando pelas vias públicas, a fim de habituar os animais, assim como outros para adelgaçar os equinos.



O QUE DIZ A DEFESA AGROPECUÁRIA

O médico veterinário Aurélio Maia Vieira, chefe da Inspetoria de Defesa Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Agronegócios (IDA-Seapa) em Livramento confirma que não haverá fiscalização individualizada sobre a questão do mormo.  Primeiro, conforme ele, em função de não haver condições para isso e, obviamente, tampouco há disponibilidade de gente, de técnicos para essa prática. “Tudo o que nós estamos trazendo para o público está escrito. Todos os dados, as informações que recebemos, as orientações e os esclarecimentos, estamos repassando para os proprietários de animais, assim como também alertamos que existem sanções para o que houver descumprimento do que for orientado” - pontua. O fiscal estadual agropecuário também revelou, durante participação no programa Panorama Agropecuário, da RCC FM, que todas as diretrizes provêm do Ministério da Agricultura, o qual repassa-as para a Secretaria de Agricultura do Estado e dali para as IDAs nos municípios interioranos.



“Para tirar qualquer dúvida, essa enfermidade é uma realidade. Existe foco de mormo e suspeitos a serem confirmadas dentro de pouco tempo. Rolante é o foco índice, com total confirmação e direto do nível central, temos em Carazinho, Pelotas, Uruguaiana e Torres, aguardando resultados do laboratório de referência. Esses animais que apareceram com exame de triagem - de fixação de complemento, em laboratório de referência do Estado de São Paulo - com resultado positivo; com a exigência do exame negativo para Mormo para trânsito, todos os animais nessa condição precisam do exame” - explica. Segundo Vieira, quando o animal é positivo no primeiro exame de triagem, a propriedade é interditado, o animal é isolado e é feita uma nova coleta de material - desta vez pelo serviço veterinário oficial, a IDA - e encaminhado para o Lanagro (Laboratório Nacional Agropecuário), o laboratório de referência nacional, em Recife, Pernambuco, que é de propriedade do Ministério da Agricultura. “Ali serão realizadas novas provas, de triagem e confirmatória. O teste de triagem, no Lanagor, se der positivo o material é submetido ao teste de eastern brooting, que é o confirmatório” - confirma.

Por: Henrique Machado Bachio
http://www.aplateia.com.br/VisualizarNoticia/12264/desfile-de-20-de-setembro-esta-confirmado!-e-sera-internacional-segundo-a-organizacao.aspx

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Mercado da Raça Crioula está em alta

Atraídos pela rentabilidade do mercado, empresários e profissionais de diferentes áreas transformam os cavalos em ativos financeiros.



Empresário do ramo da administração de créditos tributários e da indústria do arroz, Claudio Curi, 53 anos, queria se aposentar há três anos, quando pensou em investir em imóveis para garantir uma renda futura. Antes de começar a comprar apartamentos, foi atraído por outro investimento: cavalos crioulos. Os mais de R$ 10 milhões que seriam aplicados em 15 apartamentos na Capital foram direcionados à compra de éguas e de cotas de campeões e descendentes da raça.

No primeiro leilão de sua cabanha, a Lagoa do Sol, no começo do mês, Curi faturou R$ 3,2 milhões com a venda de 38 lotes de coberturas, prenhezes e animais. Descontados os custos com o evento, um remate luxuoso na Casa NTX, uma das mais badaladas de Porto Alegre, o lucro do empresário foi de cerca de R$ 2,5 milhões. Se o investimento fosse feito em imóveis, o lucro em um ano não passaria de R$ 1,26 milhão — rendimento de 1% ao mês que ele calcula que receberia em aluguéis.

— Com vendas particulares e remate de menor porte, quero alcançar receita anual próxima de R$ 4 milhões, três vezes maior do que conseguiria no setor imobiliário — compara Curi, natural de Pelotas e com cabanha em Santa Vitória do Palmar.

Os ganhos do empresário podem ser quantificados em éguas como Fuzarca do Itapororó, mãe da campeã do Freio de Ouro do ano passado (Oraca do Itaporó). Comprado há quatro meses por R$ 750 mil, a fêmea teve dois embriões arrematados no leilão por R$ 380 mil cada.

— Só com a venda desses dois embriões já paguei a égua (hoje com 17 anos), que poderá gerar duas crias anuais, até os 23 anos — calcula Curi, que tem hoje 280 éguas em cria, de um total de 500 animais da raça.


Atraídos pela possibilidade real de rendimento, empresários e profissionais como médicos, advogados e engenheiros são responsáveis por boa parte da valorização do mercado de cavalos crioulos no país na última década — quase 600%.

— Os investimentos na raça estão se diversificando, não se limitando mais a criadores ou produtores rurais — destaca José Luiz Laitano, vice-presidente de Comunicação e Marketing da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

Conforme Laitano, a rentabilidade do negócio é o principal atrativo, reforçado pela presença cada vez maior da raça no país. Hoje, dos 240 mil cavalos crioulos registrados no Brasil, 35% são criados fora do Rio Grande do Sul. Há pouco mais de 10 anos, o percentual da raça em outros Estados não passava de 5%.

— Os grandes investimentos estão atrelados à visibilidade da raça, que ganhou notoriedade nacional e internacional. Há potencial de expansão em todo o Brasil, com valorização ainda maior. Com certeza, estamos longe do teto — avalia Laitano.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Acordo cria regras para rodeios no RS



Um  Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público, entidades tradicionalistas, secretaria da Agricultura e Conselho Regional de Medicina Veterinária estabelece regras para a realização de rodeios no Rio Grande do Sul. O documento, já assinado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTB), proíbe provas durante a madrugada, exige locais adequados para manejo e alimentação dos animais e limita até o volume das caixas de som na cancha para "não ferir" a sensibilidade dos bichos. A multa para descumprimento é de R$ 1.000,00 por infração. Outra norma veda rodeios com mais de sete dias  nos meses de maio e novembro, por conta da vacinação contra a febre aftosa.

A maioria das regras apenas regulamenta o que já vem sendo praticado. No entanto, a proibição de provas durante a madrugada afeta, em cheio, rodeios como o de Vacaria e Gravataí, que em suas últimas edições, tiveram disputas noturnas, algumas, durante 24h. O termo já tem a adesão do MTG. O promotor Alexandre Saltz também convidou o presidente da Federação Gaúcha de Laço, Cléber Vieira, para assinar o TAC. Mas Vieira pediu prazo de 15 dias para examinar  as cláusulas, juntamente com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

O tradicionalismo ganha com acordos desse tipo. O termo válido para todo o estado evita, por exemplo, que um promotor, de forma isolada, peça a  interdição de um rodeio por maus tratos a animais.  Claro, desde que respeitadas as regras do documento. Decisões judiciais tem afetado provas desse tipo em todo país. Em maio, a justiça de Franca (SP) proibiu montarias em um rodeio realizado na cidade. Já em Corumbataí (SP), a decisão vedou uso de animais nas provas. Em Maringá (PR), foi proibido o uso de esporas. 

Veja os termos do acordo que está sendo proposto pelo MP no Rio Grande do Sul:

Cláusula Primeira: o compromissário orientará as entidades tradicionalistas, diretamente ou através das coordenadorias regionais, o cumprimento integral da legislação que regula a realização dos rodeios crioulos no Rio Grande do Sul, inclusive as seguintes obrigações junto à Inspetoria Veterinária e Zootécnica de cada Município:
a) Entregarem e manterem atualizadas a relação de todas as canchas de tiro de laço pertencentes ou utilizadas pelas entidades tradicionalistas filiadas ao MTG, com seus respectivos proprietários, local e responsável técnico pelas provas que acontecerão em cada uma delas;
b) Entregar e disponibilizar no site, a programação e calendário de rodeios de cada temporada (anual ou semestral), informando local e responsável, sem quebra de continuidade;
c) Não realizar eventos com duração maior que sete dias nos meses de maio e novembro, pois são os meses da Campanha Vacinal contra a Febre Aftosa no Estado do Rio Grande do Sul, em que ocorre um grande aumento de serviço da Inspetoria Veterinária;

Cláusula Segunda: o compromissário exigirá das entidades tradicionalistas ou por suas filiadas, diretamente ou através das coordenadorias regionais que cumpram o disposto no artigo 3º, inciso III e IV da Lei nº 10.519/02: os animais devem ser transportados em veículos apropriados e deve ser instalada infraestrutura que garanta a integridade física deles durante sua chegada, acomodação e alimentação; as pistas das competições e bretes devem ser cercada com material resistente e com piso de areia, terra ou grama.

Cláusula Terceira: as provas não deverão iniciar antes das 06 horas e devem terminar até às 24 horas, quando o rodeio for realizado em local afastado das áreas urbanizadas. Nos casos em que o rodeio seja realizado em área urbana, as provas devem obedecer o horário de 08 horas, para início, e 23 horas para o encerramento.

Cláusula Quarta: o compromissário exigirá das entidades tradicionalistas filiadas, diretamente ou através das coordenadorias regionais, as seguintes obrigações nos eventos envolvendo competições de Tiro de Laço:
a) Ter local adequado para descanso e alimentação dos animais e manejo da mangueira que impeça a mistura de animais cansados e descansados. Fica proibido que, ao término das provas campeiras do dia, os animais fiquem alojados nas mangueiras;
b) A fiscalização dos animais que chegam no local do rodeio, realizada pelas inspetorias veterinárias ou por veterinário contratado pelos organizadores, determinará as condições de desembarque, ou não, dos animais em cumprimento à legislação e às necessidades de garantir a sanidade do animal inclusive para fins previstos no artigo 32 da Lei nº 9.605/98;
c) Evitar volume em alta intensidade nas caixas de som colocadas na cancha do evento, de molde a não ferir a sensibilidade dos animais.

Cláusula Quinta: rodeios, provas de tiro de laço e demais eventos pecuários deverão ocorrer sob a responsabilidade técnica de médico veterinário devidamente habilitado na forma da Lei nº 5.517/68.

Cláusula Sexta: exigir do profissional, médico veterinário, responsável pelo evento, no início do mesmo, a comprovação de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) devidamente preenchida e encaminhada ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), conforme Resolução CFMV nº 683/01.
Parágrafo único: a comprovação de responsabilidade técnica do médico veterinário dar-se-á pela apresentação da ART homologada no CRMV-RS, conforme Resolução CRMV nº 1041/03.

Cláusula Sétima: as obrigações previstas no presente Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta serão permanentemente fiscalizadas pelo Ministério Público, CRMV, SEAP e MTG.

Cláusula Oitava: o cumprimento das obrigações assumidas pelo Compromissário não o isenta da obtenção das necessárias autorizações administrativas e de satisfazer qualquer exigência prevista na legislação Federal, Estadual ou Municipal, tampouco cumprir qualquer imposição de ordem administrativa que diga com a atividade que exerce.

Cláusula Nona: o descumprimento do previsto nas cláusulas anteriores fará incidir ao Compromissário multa no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) por infração constatada, multa essa que, acaso incidente, será revertida ao Fundo Estadual de Meio Ambiente. Em caso de reincidência, além da multa, acarretará a possibilidade de imediata interdição das atividades das competições, rodeios ou eventos promovidos por estas entidades.

Cláusula Décima: este Termo de Ajustamento de Conduta possui eficácia de título executivo extrajudicial, conforme art. 5º, §6º, da Lei nº 7.347/85 e art. 585, inc. VII, do Código de Processo Civil, e será submetido à homologação pelo Conselho Superior do Ministério Público após o devido cumprimento.

Cláusula Décima Primeira: este Termo de Ajustamento de Conduta atinge unicamente o MTG, as suas 30 (trinta) coordenadorias regionais e as entidades tradicionalistas filiadas.
Parágrafo único: as exigências constantes no presente TAC poderão ser utilizados como referência para eventos similares realizados por outras portunamente informado aos compromitentes.

Fonte : http://g1.globo.com/rio-grande-do-sul/blog/reporter-farroupilha/1.html

sábado, 8 de agosto de 2015

DEFINIDAS AS CANÇÕES PARA O 7º CANTO FARROUPILHA - Alegrete


A comissão julgadora formada pelos artistas Élton Saldanha, Adair de Freitas, Luiz Cardoso, Moacir D’Ávila Severo e Lisandro Amaral definiu na noite desta sexta-feira (8) as 18 músicas participantes do 7º Canto Farroupilha. O evento organizado pela Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer da Prefeitura do Alegrete acontece no CTG Farroupilha nos dias 4, 5 e 6 de setembro.

Prefeito Erasmo Silva, secretário Rafael Souza, diretora Cristina Aurélio e componentes da comissão julgadora

Com apoio de toda a equipe da Setur, a audição de 420 canções estendeu-se por 12 horas. O prefeito Erasmo Silva cumprimentou a comissão durante a manhã: “ficamos honrados em ter um grupo tão qualificado contribuindo para o crescimento do nosso canto”, assegura.

O secretário Rafael Faraco Souza coordenou o trabalho e percebe a contínua qualificação dos participantes. “Estamos alcançando o patamar dos maiores festivais nativistas, com inscrições aumentando ano após ano e atraindo os nomes mais representativos da nossa cultura”, relata.



Trabalho da comissão julgadora

As 18 músicas classificadas para o Canto Farroupilha são:

FASE LOCAL

1 – Chacreiro

Gênero: vaneira

Letra: Passarinho Teixeira Nunes

Música: Beto Vilaverde e Cristiano Fantinel

2 – Guri do Inhanduí

Gênero: chamarra

Letra e música: Marquito Ferreira da Costa

3 – A ronda

Gênero: chamamé

Letra: Maximiliano Alves de Moraes

Música: Marquito Ferreira da Costa e Cristiano Fantinel

4 – Na poeira do tempo

Gênero: chamarra

Letra: Giba Trindade

Música: Patrícia Pereira Pedroso

5 – No posto da estância antiga

Gênero: milonga

Letra e música: Derlimar da Costa

6 – Pelas lembranças

Gênero: chamamé

Letra: Gederson Fernandes e Ramão Missioneiro

Música: Joaquim Nunes Brasil



FASE ESTADUAL

7 – A morada do tempo

Gênero: milonga

Letra e música: Volmir Coelho

Cidade: Santana do Livramento

8 – Linda lua

Gênero: milonga

Letra: Mário Amaral

Música: Clóvis de Souza

Cidade: Capão da Canoa/Santana do Livramento

9 – A última carreira

Gênero: rasguido doble

Letra: Paulo Ozório Lemes e Leonardo Borges

Música: Róbson Garcia

Cidade: Santana do Livramento

10 – Cuando sali de mi pueblo

Gênero: rasguido doble

Letra: Martim César Gonçalves

Música: Miguel Dario Diaz e Héctor Muñoz

Cidade: Jaguarão/La Plata (Argentina)

11 – Buscando a volta

Gênero: milonga

Letra: Thiago Souza

Música: Duca Duarte

Cidade: Alegrete/Porto Alegre

12 – Depois de sujeito

Gênero: rasguido

Letra: Paulo Ozório Lemes

Música: Geovani Boazan Silveira

Cidade: Santana do Livramento

13 – De penas e canha

Gênero: rasguido

Letra: Giovani Dôdo Gonzalez

Música: Raineri Sporh

Cidade: Santana do Livramento/Dom Pedrito

14 – Pra ser guerreiro no pampa

Gênero: milongão

Letra: Luciano Rosalino

Música: Volmir Coelho

Cidade: Santa Maria/Santana do Livramento

15 – A rodada do Benício Domador

Gênero: milonga

Letra: Maximiliano Alves de Moraes

Música: Cícero Fontoura

Cidade: Alegrete/Santa Maria

16 – Carumaninha mimosa

Gênero: milonga

Letra: Leonardo Borges e Diego Muller

Música: Cristiano Cesarino

Cidade: Santana do Livramento/Canoas

17 – Si señor…yo soy chamamacero

Gênero: chamamé

Letra: Rodrigo Jacques

Música: Jari Terres

Cidade: Pelotas/São Gabriel

18 – Milonga boca da noite

Gênero: milonga

Letra: Flávio Saldanha

Música: Cléber Soares

Cidade: Uruguaiana

 FOTOS: Andressa Benites
Fonte : http://alegretetudo.com.br/definidas-as-cancoes-para-o-7o-canto-farroupilha/