Ouça Nossa programação AQUI

Carregando...
Get the Flash Player to see this player.

sábado, 28 de março de 2015

O Livro Sétimas de Mundaréu tu encontra no site Minuano Discos



O livro é o registro de um trabalho maduro do poeta que cantou praticamente tudo que existe no universo rural do Rio Grande do Sul. Gujo Teixeira, poeta radicado em Lavras do Sul, aqui, transforma em poesia objetos do cotidiano campeiro, dando vida e alma a coisas que não imaginávamos que tivessem.

Cada sétima - estrofe de sete versos - é um poema inteiro com início, meio e fim. E são mais de trezentas! Todas ilustradas pelo não menos talentoso Jaime Eduardo Iserhard.
Sétimas de Mundaréu não pretende ser um livro destinado à pesquisa, mas será. Não hoje, ou amanhã. Talvez quando chegar o dia em que não soubermos mais o que é e para que serve, por exemplo, uma "aba do basto" ou uma "zorra". Porém, se você já não sabe do que se trata, é porque esse registro chegou na hora certa.

E como se não bastasse, além das promoções do site, comprando o Livro Sétimas de Mundaréu, Tu ganhas inteiramente grátis, um CD do Gujo extra (à escolha da Equipe Minuano Discos)!

Tu estás esperando o que? Acessa já:

www.minuanodiscos.com.br e adquire o teu por R$ 49,90 + frete.
Minuano Discos - A Tua Loja Virtual.


quinta-feira, 26 de março de 2015

O Site Faca Exclusiva anuncia a sua marca na Rádio Fronteira Gaúcha


Acesse e confira os nossos produtos 


Luiz Carlos Borges lança primeiro DVD comemorativo aos 50 anos de Carreira - Compre já o teu na Minuano Discos


Compre já na Minuano Discos

A vida me presenteou amigos e colegas pra lá de especiais. Pro DVD "50 anos de música" pude contar com a participação de vários desses parceiros de fé. Aos poucos, para os que não assistiram ao show ou ainda estão sem o DVD, vou apresentando os que estiveram comigo no palco. Aqui, meu "parceiraço" de música, compadre e amigo do peito: Mauro Ferreira. Era uma vez o que se viu - Vamos em frente!



A segunda participação de convidados no DVD "Luiz Carlos Borges - 50 anos de música", como já disse no dia do show: é pra ficar bem à vontade dividindo o palco com dois grandes gaiteiros! Dále Luciano Maia e Samuca do Acordeon - gracias meus parceiros.


Santana do Livramento: Oficina “Curta Literatura” é atração gratuita para a comunidade Atividade acontece no dia 30 de março.


Cinema e literatura serão os temas da oficina gratuita que acontece no dia 30 de março em Santana do Livramento. Promovida pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc, em parceria com a Prefeitura Municipal, a atividade aberta à comunidade será realizada às 20h, na Sala Cultural (Rua Rivadavia Correa, com Duque de Caxias).

Ministrada por Rodrigo Castelhano, a oficina “Curta Literatura” tem como proposta utilizar as linguagens de Cinema e Literatura para montar, em conjunto com os alunos, um curta-metragem baseado em um conto. A atividade tem como objetivo desenvolver com os participantes o gosto pela leitura através do cinema, desmistificar a arte cinematográfica e interagir com as duas linguagens.

A oficina também tem como proposta identificar a contribuição da Literatura para o desenvolvimento da sétima arte e o quanto é necessário para o diretor, roteirista e demais profissionais da área do cinema se munirem de histórias literárias para desenvolverem a sua imaginação e aumentar as possibilidades de adaptações.

Mais informações podem ser obtidas no Sesc Santana do Livramento (Brigadeiro Canabarro, 650), pelo telefone (55) 3242-3210.

Sobre o Sesc – No Rio Grande do Sul, o Sesc está presente nos 497 municípios gaúchos com atividades sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Desta forma, o Sesc/RS desempenha o papel social assim como o Senac/RS o da qualificação profissional do Sistema Fecomércio-RS que atua em âmbito econômico, político e social pela constante qualificação e crescimento do setor terciário gaúcho.

Oficina Curta Literatura
Data: 30 de março – segunda-feira
Horário: 20h
Local: Sala Cultural (Rua Rivadavia Correa, com Duque de Caxias)
Entrada franca

Tropeirismo No Ciclo Do Couro

Por (Omair Ribeiro Trindade)

Escuto ao longe o canto do galo índio, a estrela dalva, fogoneia mais uma madrugada.
Olho a linha do horizonte e um raio de sol vem como um punhal sangrando a prata do dia.

Prossigo no ritual de mate, fogo, e cambona.
Trago no peito, a batida do compasso do cincerro das tropas,
Que demarcaram o mapa da américa latina.

Medito.
Sorvo o amargo, amo a campanha,
A verde, a dourada e rubra aurora do rio grande em sua história...
E é música especial em tempo e vento...
E é indio cavaleiro com o manto todo em couro,  ao vento frio e seco, o minuano.

O tropeirismo foi atividade de suma importância para a história da economia do brasil.
A palavra deriva de tropa, numa referência ao conjunto de homens que transportavam mercadorias, em lombo de animais arreados, e conduziam animais soltos para serem comercializados entre as regiões.

Os tropeiros percorriam caminhos e trilhas que ligavam distantes localidades da região sul, sudeste e centro-oeste.
Por isso foi responsável pelo desenvolvimento do comércio de mercadorias e de animais de carga, em uma época em que o sistema de transporte dependia exclusivamente destes cargueiros.

Tropeirismo é muito mais do que uma viagem de comércio. É quase filosofia de vida de uma época, principalmente em se tratando da era do couro e do primitivo gaúcho.

Os tropeiros procuravam seguir o curso dos rios ou atravessar áreas mais abertas,
Os “campos gerais” E mesmo conhecendo os caminhos mais seguros, o trajeto envolvia várias semanas.

A alimentação era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e carne de sol, ou charque. Não poderiam faltar, o café e o chimarrão.

Chamavam-se “encosto” o pouso em pasto aberto e “rancho” quando já havia um abrigo construído.

Ao final de cada dia o fogo era aceso, e a tenda era construída com os couros que serviam para cobrir a carga dos animais. Reservavam-se alguns para colocar no chão, onde os homens dormiam envoltos em seu manto.

O tropeirismo desenvolveu-se por mais de dois séculos no sul do Brasil e deixou marcantes manifestações nos costumes rio-grandenses. O folclore gauchesco do ciclo fandanguista, com danças só masculinas deriva dessa contribuição.

Em seu livro: “Tropeirismo Biriva”, Paixão Côrtes, maior responsável pelo resgate da história do tropeirismo, faz um profundo estudo a respeito das danças e das canções dos tropeiros. O homem tropeiro, em suas idas e vindas, acabou desenvolvendo danças e cantigas em seus momentos de lazer, expressando muitas vezes, seus sentimentos de saudade e solidão.

O trabalho era árduo e estafante.
Mesmo assim, os tropeiros se permitiam momentos espirituais, de cantoria e danças com parceiros de tropeada. Tu sabias que todas essas danças foram criadas pelos tropeiros?
Chula,
Chico do Porrete,
Dança dos Facões
Fandango Sapateado.

O tropeirismo não morreu. Ainda se realizam tropeadas como manifestação cultural, Num resgate desta fantástica atividade. Quem avistar um tropeiro na culatra de uma tropa,
Verá a história mais viva deste garrão brasileiro.

Enquanto alguém lembrar destes heróis,
E se continuar escrevendo a respeito deles,
O tropeirismo jamais morrerá. Enquanto tivermos escritores,
E pessoas de valor como Paixão Côrtes,
Jamais morrerá a tradição gaúcha.

Faça como o Estúdio de Gravação Sardinha Record's de Santana do Livramento - Anuncie atua marca para o mundo em nossa programação


Programa Lá na Fronteira ao vivo de segunda à sexta-feira das 10h as 12h apresentação Matias Moura!


Crédito da foto : Alessandra Rosa
https://www.facebook.com/AlessandraRosaFotografia
Alessandra Rosa Fotografia

quarta-feira, 25 de março de 2015

Exposición Internacional de Caballos Criollos - Argentina




Nesta semana, as atenções da comunidade crioulista estarão voltadas para Buenos Aires, na Argentina. A partir de hoje, o parque da Sociedade Rural de Palermo recebe a Exposição da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (ExpoFICCC), considerada a Copa do Mundo do cavalo Crioulo. Criadores do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai dividirão pista para definir os melhores em cinco modalidades.

Segundo o vice-presidente técnico da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Francisco Kessler Fleck, a equipe brasileira que vai para a disputa é de altíssimo nível. Destaca também o preparo dos animais por seus criadores para representar o país na competição. "Todos os animais que vão para a Argentina estão com esmero no preparo, pois é a maior competição da raça Crioula. É uma honra para todo o criador ter seus animais participando. A seleção é muito mais apertada do que na Expointer, por exemplo", afirma.

Entre as modalidades estão o Enduro, Paleteada Internacional e Movimiento a La Rienda. Mas a maior expectativa é manter a ponta no Freio de Ouro da FICCC. Fleck aposta também em um bom desempenho dos brasileiros na Morfologia. "O Freio de Ouro é a prova que o Brasil tem a hegemonia, espera-se que seja mantido este título. E na Morfologia a expectativa é que tenhamos um grande equilíbrio entre Brasil, Argentina e Uruguai", salienta.

A competição, que vai até o próximo sábado, dia 28 de março, terá a participação de 61 concorrentes, atrás apenas dos donos da casa, os argentinos, que terão 115 participantes. O Uruguai contará com 37 animais e o Paraguai com oito conjuntos. Entre os destaques da delegação brasileira, que chegou à Argentina no último final de semana, estão o três dos quatro campeões das duas últimas edições do Freio de Ouro: Cadejo da Maior e Oraca do Itapororó, vencedores em 2013, e Jotace Tranca, campeã de 2014.

segunda-feira, 23 de março de 2015

El CUARTETO Guitarras del Uruguay - Sala Zitarrosa




ENTRADA GRATIS se accederá libremente hasta completar la capacidad de la sala
A partir del 25 de marzo Montevideo estará “llena de música”. Ese día dará comienzo el ciclo MVD Música, que lleva adelante la Intendencia de Montevideo. Se darán cita en él 50 propuestas diferentes, a través de 25 conciertos.
Los espectáculos serán en diferentes salas de Montevideo, con entrada gratuita, y entre las propuestas se busca que compartan escenario artistas emergentes con artistas más posicionados en la escena musical.

La dupla “artista consagrado + artista emergente” tendrá dos presentaciones: una será en una sala céntrica y la otra en un escenario barrial.
Los artistas

Los artistas que participan de este ciclo han sido seleccionados a través del tercer llamado del Programa de Fortalecimiento de las Artes. “Este programa fue creado por la Intendencia para democratizar el acceso a los servicios culturales y apoyar la profesionalización de los artistas”, señalan desde la organización.

Conciertos próximos

En el Teatro El Galpón (ubicado en 18 de Julio 1618) tendrán lugar cuatro espectáculos, a partir del 25 de marzo, desde la hora 21 se desarrollará la siguiente programación:

25/3 Don Nadie y Alberto Wolf & Los Terapeutas

26/3 Circo de pulgas y El resto de nosotros

27/3 Mushi Mushi Orquesta y Ojos del cielo

28/3 Mojo y Pecho e’ fierro

Se puede retirar dos invitaciones por persona en la boletería de teatro.

A partir del 31 de marzo se realizarán cuatro conciertos en sala Zitarrosa (ubicada 18 de Julio 1012). Los espectáculos comienzan también a las 21 horas y se podrá disfrutar de:

31/3 Juan el que canta y La Saga
1/4 José Soba y Rossana Taddei
2/4 Anticuada’s Troupe y Yisela Sosa
3/4 Takuare’e y Guitarras del Uruguay

Final do "Crioulaço" será em abril



No dia 12 de abril, o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), recebe as finas das provas do Crioulaço, que é um torneio de laço organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

A meta, de acordo com a entidade, é superar as  230 inscrições de 2014. Uma das novidades para este ano foi a mudança de regulamento que separou os candidatos em Força A e Força B. O objetivo é  permitir que profissionais e amadores possam chegar ao pódio.

Além dos tradicionais troféus, os maiores prêmios vão para o primeiro lugar da Força A que ganhará R$ 11 mil, enquanto que o campeão da Força B levará R$ 5 mil para casa. Na mesma data, acontece a final do "Bocal de Ouro", uma prévia do Freio de Ouro, a principal prova da raça.? Saiba mais no site da ABCCC.

ABCCC abre inscrições para as semifinais da Paleteada Força A e decisão da Força B



Começou o período de inscrições para as Classificatórias de Paleteada Força A e também para a Final Nacional do Campeonato de Paleteadas Força B. As duplas credenciadas durante o ciclo podem garantir participação nas seletivas acessando o link Inscrições, disponível no site da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). O valor da inscrição é de R$ 100 por animal para os competidores de ambas as categorias.

A primeira disputa semifinal da Força A entre os paleteadores está programada para os dias 18 e 19 de abril na cidade de Rio Grande/RS. Já o município de Uruguaiana/RS será sede da segunda etapa classificatória da força principal e também da decisão entre os competidores da Força B.

Mais informações sobre as provas podem ser adquiridas com o setor de Eventos da ABCCC através do telefone (53)32841450. Clique aqui  para conferir também o regulamento da modalidade.


Redator: Francine Neuschrank/ABCCC

sexta-feira, 20 de março de 2015

Tiago Silva e Juliano Javoski são as atrações musicais do Galpão Nativo deste domingo



O chamamé e a música romântica e tradicional são destaques no Galpão Nativo deste domingo (22/3), às 10h, na TVE. O programa recebe como convidados Tiago Silva e Juliano Javoski e Grupo.

Natural de São Jerônimo, Juliano Javoski teve sua trajetória projetada nos festivais. Foi vencedor da Califórnia da Canção; do Reponte, de São Lourenço; do Carijo, de Palmeira das Missões, entre outros. Dedica-se a pesquisa sobre o chamamé, ritmo que tem sua origem na província de Corrientes, Argentina. Em mais de 30 anos de carreira, já lançou cinco CDs, além de ter mais de 400 músicas gravadas em CDs de festivais e de outros artistas.

O porto-alegrense Tiago Silva iniciou sua trajetória tocando em conjuntos de baile, já se apresentou em festivais e venceu duas vezes o programa de calouros “Domingo Show”, da rádio Farroupilha. No Galpão Nativo, o cantor e compositor mostra um pouco do seu primeiro trabalho autoral, “Romance de um peão solteiro”, gravado em 2014.

A reprise pode ser conferida no sábado (28/3), às 11h.


Programação Musical Folkloreando !


Ouça de segunda à sextas das 12h as 14h  a programação musical Folkloreando  com o melhor do folklore da grande pampa pela  www.radiofronteiragaucha.com!

Rádio Fronteira Gaúcha "Um marco na pampa"



quinta-feira, 19 de março de 2015

Documentário Ao Som do Chamamé

Postado por Matias Moura


SOBRE

Bacia do Prata, tríplice fronteira: Brasil, Argentina e Paraguai. Mais precisamente, região de Corrientes, província Argentina. Foi daí que ecoaram os primeiros acordes do "chamamé", cuja origem mais arcaica provém dos cânticos religiosos e das danças dos guaranis que habitavam o local. Hoje, o ritmo como conhecemos é fruto de um processo de assimilação e modificação dessas danças e cânticos e de sua fusão com a polca correntina. Uma história de como a música pode unir países e culturas diversas e se tornar singular em cada um deles ao absorver traços da cultura de cada localidade. E foi justamente em consequência de sua localização geográfica que o chamamé difundiu-se por toda a extensão da Bacia Hidrográfica do Rio do Prata.

Ritmo de raízes fronteiriças, no Brasil a tradição chamamezeira é bastante forte nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Esse último, abraça a tradição há mais de cem anos quando, com o fim da Guerra do Paraguai, recebeu vários imigrantes da região à procura de trabalho, trazendo com eles suas tradições musicais. Atualmente, o MS é considerado um dos principais centros chamamezeiros fora da província de Corrientes.  A singularidade do ritmo no estado é fruto, principalmente, da modificação ocorrida no ritmo tocado na região, o que o tornou próprio e com peculiaridades que o diferenciam do tocado nos países e estados vizinhos. E é esse o foco do documentário "Ao Som do Chamamé", que hoje encontra-se em fase de pós-produção.

 SINOPSE
"Ao Som do Chamamé" é uma história contada por músicos, amantes e conhecedores da cultura e do ritmo "chamamé", de raízes fronteiriças, na Bacia do Rio do Prata.

 FICHA TÉCNICA

PRODUÇÃO Novelo Filmes
PRODUZIDO POR Ana Paula Mendes, Carol Gesser, Cíntia Domit Bittar
ARGUMENTO Lucas de Barros, Maria Augusta Vilalba Nunes
ROTEIRO Lucas de Barros, Maria Augusta Vilalba Nunes
DIREÇÃO Lucas de Barros
ASSISTENTE DE DIREÇÃO Will Martins
PRODUÇÃO EXECUTIVA Ana Paula Mendes, Carol Gesser
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Ana Paula Mendes
PRODUÇÃO LOCAL Fabian Aranda, Marinete Pinheiro
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Marx Vamerlatti, Fábio Fantauzzi
ASSISTENTE DE CÂMERA CÍntia Domit Bittar, Débora Firmino de Souza
CÂMERA Fábio Fantauzzi, Marx Vamerlatti, Max Laus, Max Ruggieri, Cíntia Domit Bittar, Lucas de Barros, Will Martins
TÉCNICO DE SOM Gustavo de Souza
MONTAGEM Alessandro Danielli, Cintia Domit Bittar
CORREÇÃO DE COR Alan Porciuncula
EDIÇÃO DE SOM E MIXAGEM
FINALIZAÇÃO Alessandro Danielli

PATROCÍNIO Elecnor
APOIO INSTITUCIONAL Ministério das Relações Exteriores - Itamaraty

 AO SOM DO CHAMAMÉ
DOCUMENTÁRIO | 90 min | 2015
PRODUÇÃO: NOVELO FILMES
DIREÇÃO: LUCAS DE BARROS
ARGUMENTO: LUCAS DE BARROS, MARIA AUGUSTA V. NUNES



Entre as atrações musicais do programa Galpão Crioulo deste final semana está a participação do cantor Argentino Chaqueño Palavencino


Da redação do Galpão Crioulo:

O GALPÃO CRIOULO mostra que na música da América Latina não tem fronteiras. Para comprovar isto o programa traz o compositor e violonista argentino LUCIO YANEL e o YANGOS QUARTETO, grupo que faz parceria com Yanel tocando chamamé por vários cantos do estado. Tem também a voz do grande artista da música folclórica argentina, CHAQUEÑO PALAVECINO e o alegretense CRISTIANO FANTINEL, compositor e cantor que começou a despontar nos Festivais de Música do Rio Grande do Sul. O Galpão Crioulo vai ao ar neste domingo (22), às 7h da manhã pela RBS TV, logo após o Campo & Lavoura.

quarta-feira, 18 de março de 2015

UM MENINO DE ALMA LEVE VOANDO SOBRE O PELEGO

Lá se vão 7 anos!
UM MENINO DE ALMA LEVE VOANDO SOBRE O PELEGO



Cidade de lona, Uruguaiana, 1980. Pelas vielas de terra e sob a copa das árvores generosas que sublimavam a inclemência do verão da fronteira, fervilhava a décima edição da Califórnia da Canção Nativa. Estávamos mergulhados na paisagem do pampa. Fazíamos parte dela. Não como uma colagem, mas como se pertencêssemos a ela desde sempre. Mesmo com essa sensação de pertencimento ao lugar, algo havia de levitação que nos erguia sobre as barracas, as canções e os aromas de assado que se perdiam na fluência daqueles dias. Eram tempos verdes aqueles. Tempos de iniciação. Em tudo havia devoção a terra. Isso nos reunia e nos significava, nos dava sentido e, ao mesmo tempo em que nos cifrava, era o nosso enigma.

Às primeiras horas da noite, esse ambiente migrava para o palco do Cine Pampa. Lá desfilavam os cantores e suas invenções: pequenos artefatos de fazer sonhar. Depois, nas madrugadas acolhedoras do acampamento, cada alma voltava a flanar pelos desvãos daquele onírico povoado. Mas foi no teatro onde me encontrei pela primeira vez com os versos de Antônio Augusto Ferreira. Quem já foi tropa, mas é tento agora, afina o coração pela guitarra. Esses versos falavam-me ao espírito. Pareciam também me pertencer. Remetiam-me àquela mesma sensação que era experimentada na cidade de lona, na qual a alma do homem e a alma da terra pareciam pretender rotas de encontro. E seguia a canção, gastei poncho e cachorro nas estradas... 

Esta canção, cujo título é Pago Perdido (parceria de Antônio Augusto Ferreira e Éwerton Ferreira, assim como Veterano e Entardecer), hoje faz parte do que de melhor foi produzido pelos cancionistas gaúchos no movimento dos festivais deflagrado pela Califórnia de Uruguaiana no início de década de setenta. Desavisadamente, pode-se ter a impressão de que se trate de alguém falando do passado num exercício melancólico de reminiscência, contudo, desde a primeira audição, para mim nada havia de perdido naquele pago. O que a maestria do poeta conseguia com seus versos era refletir, através da linguagem plena de suas melhores possibilidades, o grandioso e o ínfimo da vida humana. Aquilo que se foi e aquilo que se poderá ser que vivem misturados no que se é.

Assim conheci Antônio Augusto Brum Ferreira, o Tocaio - alcunha da juventude que ainda lhe acompanha (foi o folclorista Antônio Augusto Fagundes, parceiro das rondas tradicionalistas dos alvoreceres do 35 CTG, que lhe cunhou o pseudônimo sob o qual publicou seus primeiros poemas). E bastaria sabê-lo assim. Contudo, tive o privilégio de tê-lo como amigo e como parceiro de canções. Amizade e parceria frutos de sua imensa generosidade. O amigo foi sempre um ancoradouro, uma palavra precisa e um acolhimento. Afinal, assim é que são os amigos: faróis na neblina e vento nas calmarias. Mais tarde, já com um convívio familiar estreito, descobrimo-nos origens comuns e próximas em nossa ascendência açoriana. Ainda que os momentos de convívio familiar proporcionados pela amizade tenham sido raros em qualidade humana e, portanto, indeléveis, prefiro, neste pequeno exercício de saudade, fixar os olhos na singularidade de sua obra poética e em suas canções.

Em Sol de Maio, sua primeira publicação em 1985, além dos textos de algumas canções já gravadas à época como as três já citadas, vamos encontrar desde o vigor confessional do Sonho Criador em que uma destemida trajetória humana constata Ah! mocidade arisca que dispara! e reconhece que ver a planta que nasce é ter um filho, até o eterno desconcerto que sempre há de causar um rosto que se insinua: você não abra mais o seu sorriso, que eu posso pensar que foi pra mim... Assim começa o poema Ressábio que em sua última estrofe é contundente:

E foi você partir e meu melhor pedaço 
se quebrou em cacos e se foi pro ar,
agora não me tente, irresponsavelmente, 
que eu preciso tempo pra me remendar.

Alma de Poço (também título de uma parceria nossa que foi considerada a melhor canção entre as vencedoras dos festivais de 1990) é um livro para se ter sempre à mão e para ser guardado como uma jóia. Ter-se sempre ao alcance porque o poema de apresentação promete para quem anda sedento: Taí o poço! Quem vier em rota de sede, faça a viagem do balde: vai salgar a boca. E o objeto-livro é uma confecção de tanto esmero no projeto gráfico e na beleza das imagens que deve ser cuidado em sua preciosidade.

Em 2003, o Tocaio nos presenteou com outra pérola do seu inesgotável criatório: (se ainda não disse, digo agora: Tocaio era um fazedor de pérolas.) Tio Bonifa e seu cachorro Piraju. Outra beleza. Contos afetuosos sobre o cotidiano da querência relatados pela argúcia de um narrador que conhece o imaginário popular do rincão e pelas vozes dos próprios heróis: o velho e sábio gaúcho e seu fiel e não menos sábio cão escudeiro. 

Às vésperas de publicar mais dois livros de poesia, Antônio Augusto é eleito membro da Academia Riograndense de Letras, em 2004, passando a ocupar a cadeira nº 28. Em 2005 lançou Coisas do Campo e Coisas da Vida. No primeiro reafirma sua condição de poeta intimamente ligado à paisagem rural do Rio Grande do Sul e sua extrema familiaridade com os usos e costumes dos homens do campo.

Em Coisas da Vida, estão reunidos poemas com variada temática: jacarés, aviões, borboletas, cumplicidade, paixão, medo e amor. Com a mesma habilidade o poeta manobra seu florete e retira dessa esgrima versos que vão entrando pelas salas acendendo luzes e enveredando pelos galpões para reavivar as brasas e as almas que a vida cobre de cinzas e a poesia insiste em tornar labaredas.
Sua voz permanece cantando em cada fundão de campo onde um rude peão – guitarra ao colo – repete com emoção: se lembro o tempo de quebra, a vida volta pra trás, sou bagual que não e entrega assim no más... 

O poeta restará acordando vidas antes do fim com seus sóis de maio desgelando almas. O poeta, com sua voz de estrelas, continuará iluminando os céus das noites arrabaleiras. O poeta, que por meio de tantas vozes cantou, canta agora mais ainda, pois conseguiu transformar-se todo ele em sua própria e infinita canção. Lá vai o Tocaio fundido ao coração da gente. Lá vai o Tocaio a inventar cacimbas para nos matar a sede. Lá vai Antônio Augusto, o Tocaio Ferreira, um menino de alma leve voando sobre os pelegos.

Vinícius Brum
Abril de 2008
Foto: Internet

terça-feira, 17 de março de 2015

As temperaturas vão cair sobre a região Sul a partir da próxima sexta-feira.



As temperaturas vão cair sobre a região Sul a partir da próxima sexta-feira. Serão três ondas de frio que vão passar em sequência. A tarde mais fria será registrada no dia 22 de março.

Por: Aline Cardoso

O calorão toma conta do interior do Rio Grande do Sul nos próximos três dias, as temperaturas vão ficar próximas dos 40ºC, mas a partir de sexta-feira tudo muda. De acordo com os meteorologistas da Somar, a maior onda de frio do ano até o momento chega depois do dia 20 de março no Sul.

A formação de uma área de baixa pressão atmosférica diminui a temperatura máxima no centro e leste de Santa Catarina e do Paraná entre terça e sexta-feira. A máxima fica entre 18ºC e 21ºC em Curitiba na quinta-feira (19). Já no Rio Grande do Sul, o calor de mais de 30°C predomina até o fim desta semana. A partir de 21 de março, a entrada de uma massa de ar polar derruba a temperatura também no Rio Grande do Sul.

“Serão três ondas de frio que vão passar em sequência e vão manter as temperaturas baixas em todo o Sul até pelo menos dia 30 de março”, comenta o meteorologista Celso Oliveira da Somar. A tarde mais fria será registrada em 22 de março, com termômetros entre 18°C e 21°C em Porto Alegre, sendo a mais baixa do ano até então. A madrugada mais fria do ano será registrada no dia seguinte, com termômetros entre 9°C e 12°C desde o oeste do Rio Grande do Sul até o sul de Santa Catarina.

A expectativa é para vendavais a partir do sábado em toda a região. Mesmo com a passagem de uma frente fria no Rio Grande do Sul, não há previsão de grandes acumulados.

Inscrições para 8º Canto Missioneiro da Música Nativa - Santo Angelo - RS


Por Jairo Reis - Ronda dos Festivais

A partir de 18 de março está aberto o período para inscrições ao 8º Canto Missioneiro da Música Nativa, festival que acontece nos dias 21, 22 e 23 de maio, na cidade de Santo Ângelo. Também recebe inscrições o 7º Canto Piá Missioneiro, certame exclusivo para jovens intérpretes com idade máxima de 16 anos, que ocorrerá na tarde do dia 23 de maio.  
O prazo final para envio dos trabalhos inscritos, para os dois eventos é 18 de abril de 2015.
A comissão avaliadora e de triagem de ambos os concursos será formada pelos seguintes artistas:

Claudino de Lucca - Cantor e compositor
Dionísio Costa - Cantor e compositor
Edgar Prestes - Letrista e compositor;
Érlon Pericles - Cantor e compositor
Robledo Martins - Compositor e Intérprete

O 8º Canto Missioneiro e o 7º Canto Piá Missioneiro são promovidos pela prefeitura de Santo Ângelo, através da Secretaria de Cultura, Lazer e Juventude, com produção cultural da Nova Produções. A produção executiva é da Gente Gaúcha.
Para mais informações e os regulamentos completos dos dois festivais, basta acessar o blog do Canto Missioneiro:  http://www.cantomissioneiro.blogspot.com.br/ 

Abertas inscrições para o 'Crioulaço'


A final do torneio de laço entre cavalos da raça crioula, o Crioulaço,  vai acontecer no dia 12 de abril, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). As inscrições estão abertas no site da ABCCC, que promove a competição, até o dia 2 de abril. A novidade este ano é a divisão do torneio nas forças A e B, o que garante chances também aos laçadores menos experientes. A meta para este ano é superar as 230 inscrições obtidas em 2014. Junto com o "Crioulaço", será realizada a prova do "Bocal de Ouro", uma espécie de prévia do Freio de Ouro.

Fonte : Repórter Farroupilha

Felipe Ulbrich ABCCC Divulgação

Fecars acontece em Santa Cruz do Sul de 19 a 22 de março


 A Fundação Cultural Gaúcha, Movimento Tradicionalista Gaúcho e Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul realizam, de 19 a 22 de março, a 27ª Fecars – Festa Campeira do Rio Grande do Sul, em Santa Cruz do Sul.

          O evento tem por objetivo, entre outros, preservar os costumes, as tradições e o folclore do povo gaúcho, promover o intercâmbio através de suas lides campeiras, integrando os participantes das diversas Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul; bem como valorizar e demonstrar as habilidades campeiras, protegendo o homem rural, respeitando as características regionais.

          As provas de laço serão realizadas nas modalidades individual (veterano, vaqueano, patrão, capataz, coordenador RT, diretor campeiro, individual de categoria, braço de ouro e braço diamante) e equipe (pai/filho, irmãos, piá/menina, guri/guria, rapaz/prenda, peão/prenda, prenda e geração). Já as provas de Vaca Parada abrangem as categorias piazinho, piazito, bonequinha e prendinha. As provas de Rédeas masculina individual terão as categorias piá, guri, peão e veterano, enquanto a feminina individual, menina, guria e prenda. Na prova de Chasque terá equipe Única Quinteto e a prova de gineteada Única Individual.

          Durante o evento acontecerá o 16º Seminário de Cultura Gaúcha, tendo como tema “A Faca gaúcha: afiação, preparo do churrasco e do Charque’, e a 24ª edição dos Jogos Tradicionais.
          Segundo os organizadores, são esperadas mais de 20 mil pessoas em Santa Cruz do Sul, para a Fecars.



segunda-feira, 16 de março de 2015

Músicas premiadas no 3° Sapukay Da Canção Nativa

Aconteceu neste final de semana no CTG Jayme Caetano Braun a 3ª edição do festival nativista Sapucay da Canção Nativa confira a baixo a premiação completa do festival :

Comissão Organizadora do 3º Sapucay da Canção Nativa

1° Lugar- Trançador
L: Paulo Ozório Lemes e Giovani Gonzalez / Juliano Moreno
(Santana do Livramento)

2°Lugar- Milonga da meia noite
L: Matheus Costa / M: José Augusto Ferreira e Fábio Peralta II
(Dom Pedrito)

*3° Lugar- De pampa, rumo e Andejar
L/M : Jari Terres II
(São Gabriel)

*Troféu destaque- Marcelo Bassaldúa
*Melhor Indumentária - Matheus Ribeiro De Azevedo.
*Melhor instrumentista- Marcelo De Araújo Nunes
*Melhor Intérprete- Juliano Moreno

*Melhor tema Campeiro-
Quatro lombos, quatro estações
L: Rafael Ferreira / M: Felipe Silveira e Rafael Vieira
(Urubici / SC - Vacaria)
-Composição que levou de "regalo" um potro crioulo da cabanha OPL de Olavo Saldanha Do Prado.

*Música mais Popular-
Volvendo la Verdulera
L/M : Cristiano Viégas Medeiros, Marcelo Paz Carvalho, Antonio Carlos
(Lages/Uruguaiana)

*Melhor Letra- Trançador
L: Paulo Ozório Lemes e Giovani Gonzalez / Juliano Moreno
(Santana do Livramento)

*Melhor Melodia- Milonga da meia noite
L: Matheus Costa / M: José Augusto Ferreira e Fábio Peralta II
(Dom Pedrito)

*Melhor Arranjo- Vaqueano
L: Edgar Ocaña / M: Gustavo Freitas
(Santana do Livramento)

Cachoeira do Sul realiza Credenciadora Mista ao Freio de Ouro



O circuito do Freio de Ouro 2015 levou a beleza e a funcionalidade do cavalo Crioulo à Cachoeira do Sul, na região central do Rio Grande do Sul. O município, que ostenta o título de Capital Nacional do Arroz, reuniu criadores da raça entre os dias 13 a 15 de março quando sediou Credenciadora Mista da seletiva.
A disputa teve a participação de 11 machos e oito fêmeas, avaliadas pelos jurados Lucio Rigon Stacowski, Marco Antonio Stumpf e Telmo Ferreira. A organização esteve a cargo do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Cachoeira do Sul.

Resultado (ainda não homologado pela ABCCC)


Taquari recebe Exposição Morfológica da raça




O Parque de Rodeios de Taquari, município do centro do Estado do Rio Grande do Sul, recebeu no dia 14 de março os participantes da primeira edição da Expo Taquari. O julgamento morfológico reuniu criadores de diferentes localidades que garantiram a presença de 30 animais na categoria incentivo e mais 59 animais marcados.
A Expo Taquari contou com o julgamento do criador Fábio Ruivo e teve a supervisão do técnico da ABCCC, Ricardo Guazzelli Martins. Destaque para os Grandes Campeões, o macho Facundo Tropeiro e a fêmea Quimera do Tamboré, também eleita o Melhor Exemplar da Raça. A organização foi do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos do Vale do Caí.


Ouça de Segunda à sexta-feira das 9h as 12h o programa Lá na Fronteira !


sábado, 14 de março de 2015

Músicas Classificadas para o 31º Reponte da Canção de São Lourenço do Sul

Classificadas do 31º Reponte da Canção de São Lourenço do Sul
O 31º Reponte da Canção acontece de 10 a 12 de abril no Galpão Crioulo do Camping Municipal, em São Lourenço do Sul.



Classificadas 23º Pérola em Canto
Linha: Manifestação Regional
•    Pedacito Del Cielo
Letra: José Ricardo Venzke de Feitas
Música: Vilson  Maglione de Freitas
Gênero musical: Zamba
•    Sinal de lamento
Letra e música: Artur Eugênio Presser
Gênero musical:  Milonga
•    Sou eu o vento
Letra e música: Jean Roberto Barbosa
Gênero musical: Milonga
•    Portais de luz
Letra: Cléia Dröse , Arita Martins Corrêa, Angêla Maria D’ávila e Agenor de Mello Coelho
Música: Fernando Teixeira
Gênero musical: Milonga
•    Ao som da milonga
Letra e música: Raphael Madruga
Gênero musical: Milonga
Linha : Campeira
•    No passo das lavadeiras
Letra e música: Adão Quevedo
Gênero Musical: Chamamé
•    Caminhos
Letra: Luiz Antônio Weber
       Música: Guerda Maria Kuhn
       Gênero musical: Chamamé
•    Quando a lua se debruça
Letra: Daniel Weymar Kaiser
Musica: Frederico Ribeiro Seus
Gênero musical: Chamarra
•    No garrão do continente
Letra: Eduardo dos Santos Kern
Música: Danilo Kuhn da Silva
Gênero musical: Milonga Arrabaleira
•    Flor de borracheira
Letra e música: Rodrigo Spiering
Gênero musical: rasguido doble
Classificadas  31º Reponte da Canção
Linha: Manifestação Regional
•    Cuando una Plaza Llora ( Canguçu, Jaguarão e Pelotas)
Letra: Alan Oto Redu e Martin Cesár Gonçalves
Música: Hector Rojas
Gênero musical: Zamba Andina
•    Viola doida de Pedra ( Contagem- MG)
       Letra e música: Bilora
       Gênero musical: Congada
•    Do lunar de Sepé ( Santo Antônio da Patrulha)
Letra e música: Chico Saga
Gênero musical: Chamamé
•    Refúgios ( Esteio)
Letra e música: Cirio Ferreira
Gênero musical: Milonga
•    Acorda Brasil ( Rio de Janeiro e Tramandaí)
Letra: Cristina Saraiva
Música: Mario Tressoldi
Gênero musical: Canção regional brasileira
•    Prece a Senhora do Rosário ( Tramandaí e Osório)
Letra: Carlos Roberto Hahn
Música: Adriano Sperandir
Gênero: Maçambique
•    O poeta “une verso” ( Uruguaiana)
Letra e Música : Erva buena
Gênero musical: Canção

Linha: Campeira
•    O Recorredor ( Rio Grande e Porto Alegre)
Letra: Sergio Carvalho Pereira
Música: Juliano Gomes
Gênero musical: Milonga
•    Alma e Voz de uma Carreta ( Dom Pedrito e Pelotas)
Letra: Matheus Costa
Música: Cristian Camargo e Luciano Fagundes
Gênero Musical: Milonga
•    Y La vida Triunfó ( Pelotas)
        Letra e música: Rodrigo Jacques
       Gênero musical: Chaya
•    Com a Tropilha por diante ( São Gabriel e Lages- SC)
Letra: Rogério Villagran
Música: Kiko Goulart
Gênero Musical: Chamarrita
•    Armas pra lida ( Lavras do Sul e Porto Alegre)
Letra: Gujo Teixeira
Música: Luciano Maia
Gênero musical:  Chamarrita
•    Pra cá da cancela ( Rio Grande e Pelotas)
Letra: Aninha Pires e Leôncio Severo
Música: Mano Junior
Gênero musical: Nativista
•    A flor de abóbora ( São Gabriel)
Letra: Edilberto Teixeira
Música: Andre Teixeira
Gênero Musical: Milonga

sexta-feira, 13 de março de 2015

Neste final de semana acontece a 3ª eddição do festival Nativista Sapucay da Canção Nativa em Santana do Livramento



01- Quatro lombos, quatro estações
L: Rafael Ferreira / M: Felipe Silveira e Rafael Vieira
(Urubici / SC - Vacaria)

02- As lições das enchentes
L: Armando Vasques / M: Roberto Carvalho
(Uruguaiana)

03- De pampa, rumo e Andejar
L/M : Jari Terres II
(São Gabriel)

04 - Milonga da meia noite
L: Matheus Costa / M: José Augusto Ferreira e Fábio Peralta II
(Dom Pedrito)

05: Volvendo la Verdulera
L/M : Cristiano Viégas Medeiros, Marcelo Paz Carvalho, Antonio Carlos
(Lages/Uruguaiana)

06: Trançador
L: Paulo Ozório Lemes e Giovani Gonzalez / Juliano Moreno
(Santana do Livramento)

07: Adaga
L: Filipe Calvete Corso / M: Arthur Mattos II
(Pelotas/Chapecó)

08: No tinido do laço
L: Paulo Ricardo Costa/ M: Hermes Duran Duran
(Santa Maria/ Rio Grande)

09: Na pintura de uma tela
L: Cândido Borges/ M: Clóvis de Souza
(Santana do Livramento)

10: Na vertente do meu ser
L: Adriano Silva Alves/ M: Maicon Oliveira
(Dom Pedrito/ Lages)

11: Merecimento
L: Rafael Ferreira / M: Zulmar Benitez
(Vacaria / Santa Maria)

12: A lua e o Romanceiro
L: Getulio Santana Silva/ M: Alexson Massagão
(Dom Pedrito)

13: Flor de Cactus
L: Juliano Costa/ M: Kayke Mello
(Julio de Castilhos/ Santa Maria)

14: Vaqueano
L: Edgar Ocaña / M: Gustavo Freitas
(Santana do Livramento)

15: Sobre a tal Solidão
L: Getulio Santana Silva / M: Juliano Moreno
(Dom Pedrito / Livramento)

SUPLENTES:

16: Tua alma meu cantar
L/M: Jeferson Monteiro
(Carazinho)

17: De ouro e Prata
L: Matheus Costa / M: Alexandre Brose
(Dom Pedrito)

6º Canto dos Cardeais acontece neste final de semana em Ganguçu



Depois de uma interrupção de 12 anos, Canguçu volta a realizar o Canto dos Cardeais, festival nativista cuja sexta edição vai desta sexta-feira (13/3) a domingo (15/3). O retorno chega com novidades, como a abertura de duas linhas (livre e campeira) e um troféu especial para a melhor música que tenha como tema a agricultura familiar – Canguçu tem o título de município com mais minifúndios do Brasil.

Foram 644 músicas inscritas, das quais saíram as 18 concorrentes, assinadas por nomes como Vaine Darde, Talo Pereyra, Martim César, Sílvio Genro, Carlos Omar Vilela Gomes, Tuny Brum, Zulmar Benitez, Luiz Carlos Ranoff e Caio Martinez. Eles vão disputar, entre outros, os troféus César Passarinho e Barbosa Lessa.

PROGRAME-SE

O festival será realizado no Ginásio Municipal de Canguçu (Teófilo de Matos, s/nº), desta sexta-feira (13/3) a domingo (15/3), às 20h. Os portões abrem às 19h.

Ingressos: pacote para os três dias a R$ 50 (arquibancada) e R$ 70 (cadeira); por noite a R$ 20 (arquibancada, sexta), R$ 20 (arquibancada, sábado) e R$ 30 (arquibancada, domingo). Desconto de 50% para idosos e estudantes (apenas arquibancada).

Pontos de venda: Posto FitaAzul (General Osório, s/nº), até o meio-dia desta sexta-feira (13/3); na bilheteria do local, nos três dias, a partir das 18h.

SHOWS

Nesta sexta-feira (13/3) – Noite de abertura, com apresentação de oito músicas da fase local, anúncio das músicas que passam para domingo (quatro músicas) e show de Jairo Lambari Fernandes.

Neste sábado (14/3) – Show de abertura (Pedro Guerra), 10 músicas da fase estadual e show de João de Almeida Neto.

Domingo (15/3) – Apresentação das músicas classificadas de sexta, 10 músicas da fase estadual, show de Luiz Marenco e resultados do festival.


Fonte: jornal Zero Hora

PROGRAMAÇÃO

13 de março

19h- Abertura do Ginásio de Esportes Conrado Ernani Bento
20h- Abertura oficial do 6° Canto dos Cardeais
20h30min- Apresentação das músicas concorrentes da fase local
21h30min- Show Jairo Lambari Fernandes
22h30min- Resultado das músicas classificadas para a fase final

14 de março

19h- Abertura do Ginásio de Esportes Conrado Ernani Bento
20h- Apresentação das músicas concorrentes da fase estadual
21h- Show Pedro Guerra
22h30min- Show João de Almeida Neto

15 de março

19h- Abertura do Ginásio de Esportes Conrado Ernani Bento
20h- Apresentação das músicas finalistas
22h- Show Luiz Marenco
23h30min- Premiações do VI Canto dos Cardeais e encerramento

ORDEM DE APRESENTAÇÃO

ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA FASE LOCAL - SEXTA-FEIRA – 13 DE MARÇO

1 - Pra Quando Faltam as Palavras
L: Ramatis Camargo
M: Cicero Camargo

2 – Al Asecho
L: Martim Cesar Gonçalves
M: Oscar Massitta

3 - Canto aos Homens de Agora
L: Vanderlei Pinto de Oliveira
M: Andriego Garcia Von Laer

4 – Milonga pra ir-se Embora
L: Miguel Borba
M: Miguel Borba

5 - Os Espinhos Que Tem a Rosa
L: Ricardo Oliveira
M: Marcel Cardoso

6 – Yo Nunca Fui a la Guerra
L: Martim Cesar Gonçalves
M: Oscar Massitta

7 - Se os Cardeais Voltam pra Terra
L: Vanderlei Pinto de Oliveira
M: Andriego Garcia Von Laer

8 – Deixa Que eu Sonhe, Amor
L: Miguel Borba
M: Miguel Borba

ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA FASE ESTADUAL - SÁBADO – 14 DE MARÇO

1 – Cantiga de Lavadeira
L: Caio Martinez
M: Caio Martinez

2 – As “Arve” do Patrão
L: Luciano Rosalino
M: Volmir Coelho

3 – O Fio do Horizonte
L: Severino Rudes Moreira
M: Sergio Rosa

4 – As Razões Pra Quem Canta
L: Luiz Carlos Ranoff
M: Luiz Carlos Ranoff

5- Entre os Meus  
L: Rômulo Chaves
M: Nilton Jr.

6 – “Recuerdos do Ibicuy”
L: Antonio Fante
M: Miguel Dario Diaz

7 – O Grito do Mundo
L: Carlos Omar Vilela Gomes  
M: Tuny Brum

8 – Se Se Abre o Coração
L: Silvio Genro
M: Penna Flores

9 – Solidão Campesina  
L: José Cezar Matesich Pinto  
M: Talo Pereyra

10 – Eu Fiz a Chamarrita
L: Rogério Villagran
M: Kiko Goulart

OBS.: No domingo a ORDEM DE APRESENTAÇÃO respeita a mesma ordem de sexta-feira e sábado, ou seja, as 4 finalistas da fase local, seguindo a ordem: 1ª classificada linha livre, 1ª classificada linha campeira, 2ª classificada linha livre e 2ª classificada linha campeira, seguido das 10 composições da fase estadual na mesma ordem de sábado.

Galpão Crioulo faz homenagem para as mulheres


quinta-feira, 12 de março de 2015

O Platero Sérgio Ritz anuncia na Rádio Fronteira Gaúcha ! Seja um anunciante também .




Por Matias Moura

Quando falamos em artista longo nos vem a mente nomes como pintor , ator , cantor entre outros , mas talvez você nunca escutou a palavra” Platero”. Pois saiba que este também é um artista capaz de transformar chapas de prata e ouro e outros metais em verdadeiras obras de arte . Para alguns o terno correto para a profissão de fabricar joias é “Ourives”, mas para os gaúchos da Argentina ,Uruguay e Rio Grande do Sul que aprimoram está arte e criaram peças inclusivas para sua indumentária e arreio o terno mais usado é Platero.


Sergio Ritz ,40 anos, é Platero por profissão e há mais de 26 anos trabalha nesta área , natural de Porto Alegre veio morar em Livramento com a penas 10 anos de idade e foi aqui que descobriu este talento .“ Comecei a trabalhar com prataria quando eu era empregado , aprendi fazendo naquela época não tinha quem ensinasse por que aqui não temos professor para ensinar este ofício ,  quem quiser fazer um curso tem que ir para fora , a Argetinapor exemplo ainda tem cursos de prataria . Naquele tempo que eu comecei  a gente fazia só um tipo de peça que era bomba de chimarrão e bocal para cuias basicamente para joalherias” , foi 16 anos aprendendo está arte até chegar aqui.



Em seu atelier o Plateromostra orgulhosamente seu trabalho , são rastras personalizadas , facas com bainhas de prata , esporas  , Bombas para Chimarrão , Cabos de Rebenques e mangos , fivelas , preparos em alpaca , bombilhas entre outras peças que são criadas conforme o gosto do cliente . Mas nem sempre foi assim Sergio diz que passou mais de 8 anos fazendo pulseiras e anéis que eram o que trazia o seu sustento , foi quando começou a se aventurar na criação dessas novas peças para a gauchada .” Foi tentando criar peças diferentes que cheguei até aqui , tentava uma “boca de mate” conseguia o resultado esperado e seguia fazendo buscando melhorar sempre , foi assim também que passei a fazer cabo para facas os primeiros saiam meio torcidos sem forma , mas depois  fui pegando o jeito e aperfeiçoando cada vez  mais , todas as peças que eu tenho aqui hoje começaram assim meio no “tenteio”.

 Apesar de ser uma profissão secular, hoje em dia são poucos os artesões que ainda conservam está arte de manipular metais artesanalmente no caso do Platero Sergio ele produz peças com prata e ouro , mas também com alpaca um metal branco que também é conhecido como prata alemã, devido ao seu brilho e coloração, parecidos com os da prata. A matéria prima , alpaca , é trazida de Montevideo ou de Porto Alegre.


Sergio reproduz peças com valor histórico que hoje não são mais encontradas somente por colecionadores como por exemplo estribos de campana.” Este estribo ninguém fabrica mais ,  há 100 anos era muito comum , mas hoje praticamente só colecionadores possuem posso dizer que sou o único que fabrica este tipo de peça aqui no Rio Grande do Sul  e são peças criadas aqui tenho um par original que serve de modelo para mim tirar as cópias em alpaca , os originais não são fabricados mais pelo custo que é muito caro  , comenta .

Um trabalho que leva tempo para ser aprimorado e a persistência é a palavra que deve ser lembrada por quem quer aprender este oficio .“ Agente vai fazendo , errando bastante até conseguir chegar no resultado que tu espera , a maior virtude de quem é platero é insistir nos erros por isso que é tão difícil trabalhar com prataria tem gente que começa e já na primeira dificuldade abandona .

O Platero diz que é realizado com a profissão que escolheu desempenhar que já conseguiu chegar a onde queria que era sustentar a família através desse trabalho com muitos clientes Uruguayos e Brasileiros Sergio Ritz comenta que o segredo de sua realização profissional é qualidade do produto e de seu atendimento personalizado .” O Segredo é fazer bem feito , o que o cliente quer não o que eu quero “.

Sergio passou este conhecimento adquirido ao longo do tempo para suas filhas que lhe ajudam no atelier” Minhas filhas trabalham comigo aqui , elas sabem fazer praticamente tudo que eu sei , espero que elas sigam apreendendo e tendo gosto pela minha profissão e quem sabe sigam meu oficio .

Passear pelo atelier desse artista é como ler um livro sobre história da américa-latina  onde os próprios personagens somos nós mesmos , na estante vemos facas de prata , fivelas , letras , bombas de chimarrão , peças minuciosamente trabalhadas com calma e temperadas no calor do fogo vão criando um elo entre passado e presente .