segunda-feira, 2 de março de 2015

Poema Relicário vence o Esteio da Poesia Gaúcha



"Relicário"teve a interpretação de Valdemar Camargo (Foto: PME)

Realizada com êxito a primeira edição do Esteio da Poesia Gaúcha, festival de poemas inéditos, promovido e realizado pela prefeitura de Esteio, através das Secretarias de Arte e Cultura e de Comunicação Social. O cenário do evento foi a Casa de Cultura Lufredina Gaya, que teve suas dependências lotadas por cerca de 300 pessoas, público excelente em se tratando de festival de poesia.

Após a apresentação dos dez poemas concorrentes, os jurados, Adão Quevedo, Carlos Omar Villela Gomes e Érico Padilha reuniram-se para definir o resultado do Esteio da Poesia. Enquanto isso, a plateia pode assistir ao bom espetáculo da cantora Shana Muller.

Ao final, o resultado foi o seguinte:

POESIA:

PRIMEIRO LUGAR:  RELICÁRIO.
Autor:  Marcelo Dávila
Declamador: Valdemar Camargo
Amadrinhador: Henrique Scholz

SEGUNDO LUGAR:  EM NOME DO PAI.
Autor:  José Luiz Flores Moró
Declamadores:  Guilherme e Tiago Suman
Amadrinhador: Geraldo Trindade

 TERCEIRO LUGAR: TRÊS ROSAS E UM CABARÉ.
Autora:   Joseti Gomes
Declamadoras:  Amanda Souza, Yasmin Barbosa e Romila Amaral
Amadrinhador:  Valdir Verona

DECLAMADOR:

PRIMEIRO LUGAR:  SILVANA ANDRADE
Poema: É Bem Assim lá no Campo
AUTOR: Jadir Oliveira
Amadrinhador: Jadir Oliveira Filho

 SEGUNDO LUGAR:  PEDRO JUNIOR DA FONTOURA.
Poema: O Outro do Espelho
Autor:  Guilherme Suman.
Amadrinhador:  Geraldo Trindade

 TERCEIRO LUGAR:  KAYKE MELO
Poema: A Maldição do Frederico
Autor: Francisco Carneiro Neto/José Mauro Ribeiro Nardes
Amadrinhador:  Fabricio Vargas/Zulmar Benitez

AMADRINHADOR:

PRIMEIRO LUGAR:  VALDIR VERONA
Poema: Três Rosas e um Cabaré

SEGUNDO LUGAR:  ZULMAR BENITEZ
Poema: A Maldição do Frederico.

TERCEIRO LUGAR:  JAIR SILVEIRA
Poema: A Dor da Perda – Maximiliano Alves de Moraes

MELHOR APRESENTAÇÃO EM CONJUNTO:  TRÊS ROSAS E UM CABARÉ
(Premiação especial, não prevista no regulamento)

Para ver mais fotos, clique aqui.


Fonte: blog Ronda dos Festivais de Jairo Reis

domingo, 1 de março de 2015

Documentário “El ultimo Gaucho” poderá passar no Discovery Channel


Produtores de cinema e televisão estrangeiros chegaram em Alegrete em Janeiro para dar início as gravações de um documentário, intitulado “El último Gaucho”. A ideia é retratar a história e o costume dos povos dos pampas, relembrando fatos históricos que marcaram o Rio Grande.
O produtor e antropólogo mexicano Geraldo Juarez, da Cidade do México, e o produtor uruguaio Matias Baridon, de Montevidéu, são responsáveis pelo projeto.

Os profissionais de TV e Cinema que trabalham para o Discovery Channel intentam apresentar o projeto assim que estiver pronto para o canal. “Apesar de trabalharmos para o canal, esse é um projeto nosso, que vamos apresentar a eles, se aprovarem, vai passar na telinha”, revela Juarez.
Ao ser questionado de como vieram parar no Alegrete, contam que foi uma indicação do prefeito de Cachoeirinha, que na ocasião gravou um documentário que relata a questão da drogadição. intitulado “Minha adição, minha maldição”, que foi ao ar pelo Discovery e em seguida recebeu premiação num festival da China. Na ocasião o prefeito sugeriu que eles viessem conhecer o Alegrete para gravar um documentário sobre a história do gaúcho.

O documentário, que vai ter 6 capítulos, será baseado na história de três gaúchos, um uruguaio, um argentino e um do Alegrete, que se encontram nas andanças da vida e cavalgam juntos por um período de 10 dias.

No decorrer contam suas histórias de vida, de seus ancestrais e de seus costumes, pois apesar dos três serem “gaúchos”, são de povos diferentes. “A ideia é que fique bem claro que apesar das semelhanças, há uma diferenças entre o gaúcho daqui, que a meu ver é o mais tradicional, do que os da Argentina e do Uruguai”, destaca Juarez.

O produtor destaca ainda que desejam mostrar que apesar de toda modernidade e tecnologia nos tempos atuais, os costumes e a cultura ainda são preservadas por aqui. 

Auxiliados do radialista e cantor nativista Gerson Brandol visitaram fazendas locais que retratam a cultura do povo gaúcho, bem como gravar cenas com depoimentos de personalidades do Alegrete.
Juarez e Matias dizem que são fascinados pela história e cultura do povo gaúcho e que são adeptos ao bom e velho chimarrão. Ainda não há um previsão de quanto tempo levarão para gravar o documentário e de quando vai ao ar, mas brincou dizendo que até o final do ano estará na telinha.
Fonte : www.alegretetemtudo.com.br


Por Gerson Brandolt

O sorriso fácil! É marca registrada do Neri que nascido no taperão,
Se criou sempre na volta dos cavalos. Neri Grande sustentou mulher e filhos enforquilhado nos arreios entre estâncias, remates , domas e tropas. A lida bruta foi forjando o jeito do Neri que sempre foi homem de pulso com os filhos. Nem as intempéries da vida arrancam o sorriso do rosto deste velho gaúcho apaixonado por cavalos, como ele mesmo diz: Meus “polmão” não são mais os mesmos Brandolt, mas não me entrego e se morrer no costado de uma das minhas éguas morro feliz fazendo o que gosto.

Neri Grande se prepara para fazer parte de um documentário onde, acreditem, vai ser um dos atores principais representando o gaúcho brasileiro. Este documentário mostrará o gaúcho Argentino, Uruguaio e Brasileiro.

Três gaúchos, cada um representando seu País viajaram sozinhos de a cavalo e cada um com uma equipe de produção. Irão se encontrar num ponto em que se une Brasil, argentina e Uruguai. Bárbara! É o que posso dizer desta idéia.

Acompanho deste o principio as imagens e posso dizer que vai ser um registro importantíssimo tanto para o Rio Grande como para este gaúcho que admiro muito pela simplicidade chamado Neri Grande.

Assista Teaser




The Last Gaucho - Teaser from Microtime on Vimeo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

3º Sapukay da Canção Nativa



Foram classificadas 15 composições para serem defendidas no dia 14 de Março, onde disputarão 12 vagas para a final no dia 15 de Março de 2015. As 12 composições finalistas estarão compondo o CD do festival, que será gravado ao vivo.
As composições classificadas devem estar atentas ao horário de passagem de som que será divulgado em tempo hábil pela comissão organizadora. Juntamente á ordem de apresentação em palco das concorrentes.

Os concorrentes serão devidamente credenciados, para que não ocorra nem um tipo de contratempo devido a sua identificação nas dependências do avento.
Lembramos que, somente o músico terá o livre acesso ao evento. Será cobrado o valor do ingresso normalmente de acompanhantes e alheios.

Os participantes deverão usar a indumentária típica da Pampa Gaúcha, sendo permitido o uso de boinas e bombachas argentinas ou uruguaias, pelo fato de que o evento é alusivo ao folclore da Pampa gaúcha, observando a indumentária. Os participantes que não cumprirem o item acima
Perderão o direito. De subirem a palco sendo automaticamente desclassificado do festival.
Os intérpretes poderão defender a quantia máxima de (2) composições em palco. Os músicos poderão defender a quantia máxima de (3) composições.
Cada composição terá o limite de tempo de (7) min. contados a partir o grupo estar em palco.
Cada composição poderá ter o limite máximo de (8) músicos em palco.


01- Quatro lombos, quatro estações
L: Rafael Ferreira / M: Felipe Silveira e Rafael Vieira
(Urubici / SC - Vacaria)

02- As lições das enchentes
L: Armando Vasques / M: Roberto Carvalho
(Uruguaiana)

03- De pampa, rumo e Andejar
L/M : Jari Terres II
(São Gabriel)

04 - Milonga da meia noite
L: Matheus Costa / M: José Augusto Ferreira e Fábio Peralta II
(Dom Pedrito)

05: Volvendo la Verdulera
L/M : Cristiano Viégas Medeiros, Marcelo Paz Carvalho, Antonio Carlos
(Lages/Uruguaiana)

06: Trançador
L: Paulo Ozório Lemes e Giovani Gonzalez / Juliano Moreno
(Santana do Livramento)

07: Adaga
L: Filipe Calvete Corso / M: Arthur Mattos II
(Pelotas/Chapecó)

08: No tinido do laço
L: Paulo Ricardo Costa/ M: Hermes Duran Duran
(Santa Maria/ Rio Grande)

09: Na pintura de uma tela
L: Cândido Borges/ M: Clóvis de Souza
(Santana do Livramento)

10: Na vertente do meu ser
L: Adriano Silva Alves/ M: Maicon Oliveira
(Dom Pedrito/ Lages)

11: Merecimento
L: Rafael Ferreira / M: Zulmar Benitez
(Vacaria / Santa Maria)

12: A lua e o Romanceiro
L: Getulio Santana Silva/ M: Alexson Massagão
(Dom Pedrito)

13: Flor de Cactus
L: Juliano Costa/ M: Kayke Mello
(Julio de Castilhos/ Santa Maria)

14: Vaqueano
L: Edgar Ocaña / M: Gustavo Freitas
(Santana do Livramento)

15: Sobre a tal Solidão
L: Getulio Santana Silva / M: Juliano Moreno
(Dom Pedrito / Livramento)

SUPLENTES:

16: Tua alma meu cantar
L/M: Jeferson Monteiro
(Carazinho)

17: De ouro e Prata
L: Matheus Costa / M: Alexandre Brose
(Dom Pedrito)

Comissão de Triagem: Luiz Cardoso II, Marcelo Davila, Frederico Rangel, Rafael Souza.

Vem ai 29ª Fiesta de La Patria Gaucha !





El entorno de la Laguna de las Lavanderas comienza a sufrir los cambios habituales para la fiesta. El predio comenzó a ser cerrado, las cuadrillas de la Intendencia trabajan para iluminarlo y las sociedades participantes comienzan a llegar de a poco.

Hasta la fecha, las sociedades criollas Patria y Tradición, Amigos Unidos de Cinco Sauces, El Refugio de los Gauchos, Los Charrúas y Los Tizones de Ansina estaban en plena tarea del armado del fogón, representación que suma muchos puntos en la tabla general. Paralelamente comenzaron a llegar también algunas de las aparcerías invitadas que buscan sumar puntos para la tabla de general y así lograr el ansiado ascenso de categoría en el año 2016.

El presidente de Los Tizones de Ansina, Juan Carlos Faguaga, informó a El País que la representación que harán para la fiesta será La Pulpería de Tres Islas, sitio en donde se alojaba Martín Aquino, edificación que existe actualmente. "Nosotros venimos a competir, y si bien no hay ascensos ni descensos, nosotros no vinimos para estar nomás", dijo.

 En las últimas ediciones Los Tizones de Ansina ha sido una de las sociedades criollas que mayor destaque ha tenido en el evento, sobre todo en la categoría de fogones.

Por otro lado los locatarios de Patria y Tradición también han sido de las primeras sociedades criollas en arribar para confeccionar su fogón. Al respecto, Luis Montes de Oca informó que como en cada edición intentan poner el mayor empeño como lo hacen todas las sociedades que participan. "Vamos a realizar de una manera humilde la representación viva del establecimiento en donde nació Don Homero Formoso", informó.

Paralelamente la comisión organizadora presentó al evento en el ministerio de Turismo, momento en el cual su presidente, Hugo Pereda anunció que con el ticket de la entrada, los visitantes participarán del sorteo de un automóvil 0 Km.

La fiesta se desarrollará del 4 al 8 de marzo en Tacuarembó, contando con las actuaciones estelares de Lucas Sugo, Patricia Sosa, Joca Martins, Pepe Guerra y Larbanois Carrero, entre otros.

Para la presente edición, la comisión organizadora decidió beneficiar a la asociación Amigos y Padres de Discapacitados de Tacuarembó con un día de recaudación, el miércoles 4.

Reglamento de tierras de 1815
La Patria Gaucha se realizará desde el 4 al 8 de marzo en la Laguna de

las Lavanderas de Tacuarembó y recordará el Reglamento Provisorio de Tierras que Artigas dio a conocer en 1815. La fiesta rescata las tradiciones con un encuentro de sociedades tradicionalistas que compiten en diversas actividades campestres.



Fonte : Jornal El Pais 

Rio Grande do Sul vai se encontrar na Casa de Cultura para o 1º Esteio da Poesia Gaúcha



A Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya (Rua Padre Felipe, 900) vai receber, nesta sexta-feira (27), poetas, declamadores e amadrinhadores de todo o Rio Grande do Sul para o 1º Esteio da Poesia Gaúcha, festival de poemas inéditos promovido pelas secretarias municipais de Arte e Cultura e de Comunicação Social. O evento, com entrada gratuita, começa às 20h.

Alguns dos maiores nomes da poesia regional gaúcha vão participar do festival, que integra a programação das comemorações dos 60 anos de emancipação política de Esteio. Ao todo, serão 14 declamadores e 13 amadrinhadores no palco para defender as poesias selecionadas pela comissão avaliadora, e o poema Esteio: Pelo Caminho do Progresso, trabalho que fala do Município e que não foi classificado para a final, mas foi convidado pela Comissão Organizadora para abrir o festival na voz de seu autor, o poeta/declamador radicado em Esteio Leandro de Araújo.

Além da apresentação dos 10 trabalhos que estão disputando troféus e do poema convidado, o 1º Esteio da Poesia Gaúcha terá, na abertura, a participação do cantor e declamador Gustavo Oliveira, jovem esteiense que vem se destacando em rodeios e festivais gaúchos, e do conjunto vocal Acordes e Canções, tetracampeão do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart). No final, antes da divulgação dos vencedores, a cantora Shana Müller, um dos maiores nomes da música gaúcha na atualidade, fará o show de encerramento.


Participantes de três estados

O 1º Esteio da Poesia Gaúcha recebeu a inscrição, entre setembro e novembro, de 343 trabalhos. Foram exatos cem poetas participantes de 50 cidades diferentes, sendo seis de Santa Catarina e uma do Paraná. Os demais concorrentes foram do Rio Grande do Sul. Os trabalhos foram triados pela Comissão Avaliadora (Carlos Omar Villela Gomes, Adão Quevedo e Érico Rodrigo Padilha), que selecionou 10 temas para serem apresentados ao público, foram gravados em CD e impressos no livreto do festival.

Serão premiados, com troféus e premiação em dinheiro, os três melhores poemas, os três melhores declamadores e os três melhores amadrinhadores. A melhor poesia do festival recebe R$ 500. Já o melhor declamador e amadrinhador ganham R$ 300 cada. Além disso, todas as 10 poesias selecionadas para a final, que terá apresentação da declamadora e cerimonialista Liliana Cardoso Duarte, recebem uma ajuda de custo de R$ 300.



1º Esteio da Poesia Gaúcha – Final
Festival com apresentação de poesias inéditas e shows com Gustavo Oliveira, conjunto vocal Acordes e Canções e Shana Müller
Quando: Sexta-feira (27), a partir das 20h
Local: Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya (Rua Padre Felipe, 900)
Quanto: Entrada gratuita


Ordem de apresentação das poesias
1 – Esteio, Pelo Caminho do Progresso
Poeta: Leandro de Araújo (Esteio)
Declamador: Leandro de Araújo (Esteio)
Amadrinhador: Henrique Scholz (Campo Bom)

2 – Dos Meus Silêncios
Poeta: Mateus Lampert (Santana do Livramento)
Declamador: Fabrício Vasconcelos (Pelotas)
Amadrinhadores: Lucas Ferrera (Esteio) e Neuro Júnior (Encruzilhada do Sul)

3 – O Outro do Espelho
Poeta: Guilherme Suman (Porto Alegre)
Declamador: Pedro Júnior Lemos da Fontoura (Bento Gonçalves)
Amadrinhador: Geraldo Trindade (Porto Alegre)

4 – O Gato
Poeta: Luis Lopes de Souza (Passo Fundo)
Declamador: Paulo Ricardo Fuchina dos Santos (Passo Fundo)
Amadrinhador: Rodrigo Cavalheiro (Passo Fundo)

5 – Romance do Assoviador
Poeta: Matheus Costa (Dom Pedrito)
Declamadora: Andréa Eloi (Lajeado)
Amadrinhador: Fábio Peralta (Dom Pedrito)

6 – Em Nome do Pai
Poeta: José Luiz Flores Moró (Farroupilha)
Declamadores: Guilherme Suman (Porto Alegre) e Thiago Suman (Porto Alegre)
Amadrinhador: Geraldo Trindade (Porto Alegre)

7 – É Bem Assim lá no Campo
Poeta: Jadir Oliveira (Portão)
Declamadora: Silvana Andrade (Portão)
Amadrinhador: Jadir Oliveira Filho (Portão)

8 – A Maldição do Frederico
Poetas: Francisco Carneiro Neto (Entre-Ijuís) e José Mauro Ribeiro Nardes (Entre-Ijuís)
Declamador: Kayke Mello (Júlio de Castilhos)
Amadrinhadores: Fabricio Vargas (Santa Maria) e Zulmar Benitez (Santa Maria)

9 – A Dor da Perda
Poeta: Maximiliano Alves de Moraes (Alegrete)
Declamador: Neiton Bittencourt Perufo (Alegrete)
Amadrinhador: Jair Silveira (Cachoeirinha)

10 – Relicário
Poeta: Marcelo Domingues Dávila (Santana do Livramento)
Declamador: Valdemar Camargo (Santa Rosa)
Amadrinhador: Henrique Scholz (Campo Bom)

11 – Três Rosas e um Cabaré
Poetisa: Joseti Gomes (Gravataí)
Declamadoras: Amanda de Souza (Caxias do Sul), Yasmin Barbosa (Estância Velha) e Romila Hoffman do Amaral (Caxias do Sul)
Amadrinhador: Valdir Verona (Caxias do Sul)


Premiações
Poesia
1º lugar – R$ 500 e troféu
2º lugar – R$ 300 e troféu
3º lugar – R$ 200 e troféu

Intérprete (declamador)
1º lugar – R$ 300 e troféu
2º lugar – R$ 200 e troféu
3º lugar – R$ 100 e troféu

Amadrinhador (músico)
1º lugar – R$ 300 e troféu
2º lugar – R$ 200 e troféu
3º lugar – R$ 100 e troféu


Texto: Djalma Corrêa Pacheco

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Juliano Javoski grava programa Galpão Nativo da TVE

Imagens de bastidores da gravação do episódio com Juliano Javoski, no estúdio da TVE, dia 19 de fevereiro (crédito: Elisabete Dala Lana e Rodrigo dMart. Apresentação de Carlos Cachoeira. Direção de Rodrigo dMart .






sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

NCCC de Santa Maria promove Copa de Crioulaço



O Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos (NCCC) de Santa Maria está organizando uma Copa de Crioulaço. A primeira etapa já tem data e local confirmados. Será no dia 28 de fevereiro, no CTG Sentinela da Querência, em Santa Maria/RS.

Qualquer pessoa poderá participar do Crioulaço. Porém, apenas laçadores montando cavalos de criação associados ao NCCC de Santa Maria somam pontos para a Copa. Os cavalos podem ser próprios, emprestados ou adquiridos no dia.

Antes de cada etapa vão ser divulgados os afixos participantes e também será possível que criadores se associem ao Núcleo e participem da disputa. O sócio deverá estar em dia com o NCCC para valer a pontuação. Os pontos serão somados a cada etapa, e ao final da Copa, as três maiores pontuações recebem a premiação. Além disso, cada fase da competição terá um prova “carro x cavalo”, no mesmo molde da Expointer, para os melhores classificados do Crioulaço.

Com a Copa, o Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Santa Maria pretende desenvolver o Crioulaço, atividade que acreditam ser a de maior potencial da região. Valorizar seus associados e a própria entidade. E, consequentemente, atrair novos sócios.

Ao todo, serão cinco etapas. A segunda ocorrerá em 20 de março no município gaúcho de São Pedro do Sul/RS. A peleja ocorrerá sob o patrocínio de Presence Nutrição Animal e revenda Uglione Chevrolet e com a parceria de Fernandes Agropecuária. O supervisor técnico dessas duas etapas será Fernando Gravina, profissional credenciado à Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

*A Copa intercorrerá com o Crioulaço e terá pontuação distinta. As provas serão oficias pela ABCCC.

SOBRE A PONTUAÇÃO DA COPA:

- Cada etapa terá pontuação igual, exceto a última, que terá pontuação dobrada
- O somatório da pontuação para a Copa é para o conjunto (cavalo/cavaleiro)
- Pontuação individual para cada um dos conjuntos integrantes da dupla

- 4º colocado ao último classificado para a final da ABCCC – 10 pontos
- 3º lugar – 12 pontos
- 2º lugar – 15 pontos
- 1º lugar – 18 pontos
- Laço criador não pontua. Se ao término de todas as etapas houver empate, o desempate será dado pelos critérios de desempate*. Não serão dadas armadas extra para disputa, salvo se persistir o empate após a análise de todos os critérios de desempate.

* Critérios de desempate - 1º - Proprietário do cavalo (cavalo com registro no nome do laçador, cônjuge, pais e filhos); - 2º - Número de etapas que o conjunto participou; - 3º - Número de colocações entre os três primeiros - 4º - Cavalo mais novo; - 5ª – Laçador mais velho 1.3

PREMIAÇÃO

- 1º Lugar – R$ 5.000,00
- 2º Lugar – R$ 3.000,00
- 3º Lugar – R$ 2.000,00

Mais informações podem ser obtidas junto ao Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Santa Maria.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Seja um Patrocinador !


Prezado ouvinte seja um patrocinador da cultura gaúcha ,  anunciando a tua marca para o mundo na programação cultural da Rádio Fronteira Gaúcha " Um marco na pampa" , nós somos hoje umas das principais Rádios do seguimento da música gaúcha pela Internet  e contamos com o teu patrocínio para continuar fazendo este trabalho .


Entre em contato conosco pelo e-mail  radiofronteiragaucha@hotmail.com


Desde já te agradecemos pela preferência.

Matias Moura
Diretor da Rádio Fronteira Gáucha

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Telmo de Lima Freitas completa 82 anos ! Parabéns Tio Telmo



Telmo de Lima Freitas (São Borja, 13 de fevereiro de 1933) é um cantor e compositor brasileiro de música regional gaúcha.

Filho do oficial do exército Leonardo Francisco Freitas e da campeira Mariana de Lima Freitas, Telmo desde cedo demonstrou que seguiria a carreira musical. Aos dois anos de idade, estampou a capa da Revista Cacimba tendo na mão um cavaquinho, presente de sua madrinha. Mais tarde, recebeu um violão de presente de um amigo.

Aos 14 anos, participou do grupo Quarteto Gaúcho. Nos anos 50, apresentou o programa gauchesco Porongo de Pedra, na Rádio ZYFZ-Fronteira do Sul, de São Borja. Em 1969, participou do primeiro Festival de Música Regionalista organizado pela Rádio Gaúcha.

No cinema, participou do filme A Lenda do Boitatá.

Em 1973, lançou seu primeiro disco, intitulado O Canto de Telmo de Lima Freitas. Morou durante anos em Uruguaiana e outras cidades do interior como por exemplo Itaqui, durante 4 anos aonde se aposentou como agente da policia Federal.Rio Grande do Sul.

Com seus amigos Edson Otto e José Antônio Hahn, criou o grupo Os Cantores dos Sete Povos, com o qual conquistou o troféu Calhandra de Ouro da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, em 1979, com a canção Esquilador. Com o grupo, Telmo participou das 11 primeiras edições do festival.

Em 1980, lançou Alma de Galpão, produzido de maneira independente e financiado pelo grupo Olvebra.

Com o álbum A Mesma Fuça, recebeu o Troféu Açoriano em duas categorias: Melhor Compositor e Melhor CD Regional. É autor do livro de poesias crioulas "De Volta ao Pago", lançado pela Gráfica e Editora Treze de Maio.

Em 2006, Telmo gravou uma compilação de sua discografia, denominada Aparte, com a participação de seus familiares e de antigos parceiros, como Joãozinho Índio, Luiz Carlos Borges e Paulinho Pires.

No começo de sua carreira conciliou-a com diversas outras profissões. Foi enfermeiro, peão de estância e trabalhou em lavouras de arroz, além de ter sido agente da Polícia Federal de Porto Alegre.

Discografia 

1973 - O Canto de Telmo de Lima Freitas
1994 - De Marcha Batida
1980 - Alma de Galpão
2000 - A Mesma Fuça
2002 - Carteio da Vida
2006 - Aparte
Acervo Gaucho
De Pé no Estribo
Poesias
Rastreador
1993 - Tempos de Praça

Músico Santanense grava vídeo clip



Por Matias Moura
Rádio Fronteira Gaúcha 

O cantor e compositor Santanense Alex Har Oliveira , é uma das novas revelações nos palcos dos festivais nativistas do estado , tendo participado de um número muito expressivo de eventos, destaque para as participações no festival de fronteira Um Canto para Martin Fierro , Ponche Verde da Canção Gaúcha , Levante da Canção Gaúcha , Sapecada da Canção Nativa , Estância da Canção Gaúcha ,Canto Missioneiro , Canto de Luz entre outros . 
Natural de Santana do Livramento,  começou a cantar desde cedo  ,mas foi em 2007 com o incentivo dos amigos que ingressou nos festivais de música e de lá  para cá conquistou inúmeros prêmios como melhor interprete e compositor . Além de cantor Alex Har é radialista formado, e apresenta aos sábados e domingos , das 6h as 8h , em parceria com Claudio Silveira o programa Estampa do Meu Pago na Rádio Cultura AM , com uma programação voltada para a produção musical dos festivais nativistas  .

De Estradear nas Pedras


Recentemente o cantor esteve participando das gravações de um Clip  da música de “Estradear nas Pedras” que faz parte do álbum “Bagualles” Um canto de amor a terra de Juan Daniel Isernhagen que reúne grandes nomes do cenário musical nativista.

A composição é de autoria de Juan Daniel Isernhagen juntamente com Alex Har e Frederico Melo e participou do 15º Querência do bugio de São Francisco de Assis no ano de 2013 . A letra da música inspirou os artistas que tiveram a idéia de transforma-la em um vídeo clip que ganhou vida pelas lentes de Leonardo Gadea (Gadea produções), Erick Corrêa e Rafael Caggiani  .

Para Alex Har ,  a realização do projeto é uma grande felicidade pelo fato dele  poder cantar a sua terra em poema e melodia .“ Cantar a terra, nossa essência, nosso território de fronteira sem limitações , essas ideais ganham magnitude através do esteio dos profissionais que nos acompanham nesta empreitada , agradeço a todos eles” comenta o cantor

  As captações ocorreram na localidade do Passo da Tafona, 4º Distrito de Santana do Livramento , na propriedade de René Dutra Ecoten , que inclusive cedeu gentilmente um cavalo e os arreios para gravação das cenas de campo . O vídeo clip está em fase de pós produção e edição e será um trabalho que com certeza vai ser motivo de orgulho para os Santanenses pois o vídeo será divulgado para o mundo na internet , mostrando um pouco das belas paisagens desta fronteira bem como um jovem cantor que já conquistou seu espaço no nativismo gaúcho .  


Histórias de Guerra de Negro Facundo Sombra



Patric Chagas
patric.chagas@diariosm.com.br

Em São Gabriel, Terra dos Marechais, também se faz cinema. Prova disso é o audacioso projeto encabeçado pelo multifacetado Humberto Petrarca. Após as filmagens de um curta-metragem de terror, em parceria com a Escola Estadual de Ensino Médio João Pedro Nunes, onde dá aulas de literatura, o professor, roteirista e diretor comanda um novo projeto cinematográfico: Histórias de Guerra de Negro Facundo Sombra.

A trama narra as aventuras de um herói farroupilha que, anos após o final da revolução, recebe um convite de seu ex-comandante para lutar na Guerra do Paraguai. Ao retornar para casa, pela segunda vez, o gaúcho vê seu caminho ser cruzado por novos inimigos, possíveis amores e, claro, colecionando novos e surpreendentes causos para serem contados.

Petrarca, que fez pós-graduação em cinema pela Universidade Estácio de Sá, e um curso de extensão, na New York Film Academy, nos Estados Unidos, conta que a produção será dividida em quatro episódios, com 20 minutos cada. As filmagens do primeiro capítulo da série, O Fantasma do General, iniciaram na segunda-feira e seguem até amanhã, no interior do município.


— Nosso projeto é contar a história do personagem seguindo uma sequência lógica e temporal. No final do projeto, ainda teremos a possibilidade de reeditar os episódios, e transformá-los em um longa-metragem, o que seria sensacional — comenta Petrarca.

Ao todo, 15 pessoas trabalham na produção. No elenco, os experientes Igor Silveira e José Newton Canabarro, que já participaram de trabalhos importantes produzidos pela RBS TV, e da minissérie Animal, do canal pago GNT. Para compor o figurino de época, a equipe contou com o apoio de museus locais e do próprio Exército, que cederam armas e fardas da época, possibilitando um retrato fiel do período em que a trama se desenrola.

Se ainda não há definição sobre data de lançamento, o certo é que o diretor pretende levar o filme aos mais diversos festivais de cinema. No mais, o pessoal seguirá trabalhando para, segundo Petrarca, quebrar certos paradigmas, com o de que é preciso sair do interior para desenvolver certo tipo de atividade.

— Como disse Humberto Gessinger: "estamos longe demais das capitais". Mas isso não nos impede de realizar nossos sonhos — conclui.


Dom Pedrito/RS receberá Expoutono e Credenciadora Mista em março



No mês de março acontecerá no município de Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul, a Expoutono e Credenciadora Mista do Núcleo Dom Pedrito. O evento está agendado para acontecer entre os dias 5 e 8 de março.

Além da Exposição Morfológica e da Credenciadora estão confirmados uma Concentração de Machos e uma Revisão Coletiva. Os prêmios para os destaques da credenciadora vão de R$ 500 até R$ 3 mil.

O evento organizado pelo Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos (NCCC) de Dom Pedrito Cypriano Munhoz Filho terá a supervisão técnica do profissional Daniel Rossato Costa, técnico credenciado à Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

O júri da Credenciadora ficará a cargo do trio formado pelo uruguaio Ignácio Lussich, Sandro Amaral e Paulo Armando Rebello Solheid. Sendo que Solheid será o jurado da Expoutono.
Para outras dúvidas e inscrições, entrar em contato com Leandro pelo telefone (53) 9953.4196 ou pelo e-mail leandro_agropf@hotmail.com

Confira a programação:

5 de março
8h Concentração de Machos
14h Revisão Coletiva
6 de março
8h Morfologia da Expoutono
16h Morfologia da Credenciadora
7 de março
8h Provas Funcionais da Credenciadora
8 de março
8h Final da Credenciadora

Premiação Credenciadora:
1º Machos e Fêmeas: R$ 3.000,00
2º Machos e Fêmeas: R$ 2.000,00
3º Machos e Fêmeas: R$ 1.000,00
4º Machos e Fêmeas: R$ 500,00
Premiação para o melhor de cada prova da primeira fase: R$ 500,00

Em brave nova programação !



A Rádio Fronteira Gaúcha estará em breve divulgando a sua nova grade de programação , buscando sempre trazer o melhor da nossa música gaúcha para os ouvintes ! Agradecemos a todos os parceiros que nos ajudam a levar a nossa cultura para o mundo inteiro !

Matias Moura
Diretor da Rádio Fronteira Gaúcha.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

UM POETA MISSIONEIRO, SIM, E UNIVERSAL

UM POETA MISSIONEIRO, SIM, E UNIVERSAL



Os poemas de Jayme Caetano Braun devem ser estudados e lidos para o prazer do espírito

Há uma certa prática na nossa convivência cultural tão destrutiva e vergonhosa quanto preconceituosa, que é a de rotular. "Gauchesco", por exemplo, é rótulo aplicado aos poetas dos movimentos tradicionalistas. Esses movimentos estão cheios de equívocos tanto estéticos quanto ideológicos, mas a verdade é que geraram uma sólida estirpe de poetas e de músicos. O maior deles foi Jayme Caetano Braun. Para a crítica em geral, porém, nunca passou de um poeta gauchesco.

Borges disse num poema famoso que os gaúchos nunca ouviram a palavra gaúcho, ou a ouviram como um insulto. Os letrados de gravata com certeza se referiam ao poeta Jayme Caetano Braun com essa intenção: era um poeta gauchesco.

Essa divisão grosseira pode satisfazer a inteligência de verniz dos comerciais de televisão para erva-mate ou similares, mas é espantoso que tenha merecido o silencioso aval da inteligência estabelecida no corpo da elite cultural rio-grandense. As resenhas sobre a morte do poeta não dão conta de nenhuma láurea acadêmica em vida para Jayme, reconhecendo seu valor como artista. Duvido que tenham pensado em algo semelhante para qualquer autor sob esse rótulo. João Simões Lopes Neto não vale citar, pois morreu antes do rótulo existir como redutor.

Apparício Silva Rillo foi campeão de vendas da Feira do Livro (com uma série de obras menores, é verdade), mas sua bela poesia e seus contos impecáveis nunca foram levados em consideração para uma homenagem na feira que ele tanto ajudou a tornar ainda mais gaúcha.

Barbosa Lessa ainda escreve e publica com finura e erudição, mas é gauchesco. E Vargas Netto? Gçaucus Saraiva? Tantos e tantos esquecidos burramente sob o rótulo de gauchesco.

Não acho que Jayme Caetano Braun fosse um poeta gauchesco. Era um poeta do Rio Grande do Sul, um poeta que, ao descobrir seu dom, adequou-o na criação de uma linguagem singular, para trata de um tema singular: sua terra e sua gente.

Dentro do opulento unvierso lingüístico da obra de Jayme Caetano Braun, existem alguns versos simples que, me parece, definem bem sua poesia e sua personalidade: "Brinquei com gado de osso / Na sombra do velho umbu / e assim volteando o amargo / e o churrasco meio cru / Fui crescendo e me orgulhando / De ter nascido um chiru!"

Orgulho é uma palavra definidora. Mas esse orgulho, atentem, só foi aparecendo à medida que o poeta crescia, isto é, à medida que lançava o olhar ao mundo que o cercava e começava a entendê-lo. à medida que o rio, a fronteira, as Missões, a pedra, o cavalo, o umbu, o pampa foram tomando um sentido. À medida que descobria o passado e percebia lá as marcas desta nossa civilização meridional. Então ele colocou seu talento para cantar essas coisa tão próximas: "Meu canto é rio / meu canto é sol / meu canto é vento / Eu tenho pátria / Eu tenho berço / Eu tenho glória / Eu só não tenho terra própria / porque a história / que escrevi / me deserdou no testamento!"

Parece que fala dos sem-terra e fala mesmo. Cantor da beleza, do amor e do orgulho de ser gaúcho, Jayme Caetano Braun nunca foi um laudatório vazio e pomposo. Seu verso incluía o deserdado e espoliado, que são a maioria. Os discos e CDs que deixou afirmarm uma voz densa e persuasiva, forte e delicada, que saboreia cada palavra como um sorvo de chimarrão, para arriscar uma imagem do seu universo poético.

É de esperar que, no milênio que se aproxima, os rótulos sejam derrubados e o payador missioneiro seja reconhecido apenas como o que ele é: um poeta. Para ser estudado nos vestibulares, festejado nas feiras e lido para o prazer do espírito.

Texto de Tabajara Ruas - Escritor, jornalista e roteirista de cinema e televisão, autor de Netto Perde sua Alma (Escrito em  1995)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

30 DE JANEIRO - DIA DO PAJADOR


Jayme Caetano Braun


Postado por Matias Moura

Sua obra é considerada como uma referência na poesia regional gaúcha , seus poemas carregados de telurismo ,  retratando fielmente a gente do seu lugar , tendo a paisagem missioneira como inspiração para seus poemas sempre bem rimados na sua forma única de montar pajadas ao melhor estilo pampeano de fazer poesia . Pajador dos pajadores , abriu caminhos pela América latina por onde andejou juntando rimas com poetas argentinos e uruguaios ao pé dos fogões crioulos . Um mestre na sua arte , todos os conhecedores e admiradores de sua obra classificam Jayme como um poeta único que pisou por estas plagas sulinas e cumpriu com seu tempo  sendo um dos responsáveis pela preservação e divulgação da nossa poesia oral pampeana .   





Vida e Obra

Fonte Vinícius Ribeiro - http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br

Poeta, tradicionalista, declamador e payador (do castelhano, lê-se pajador: poeta que faz versos de improviso com temática muito próxima a milonga, opinando sobre algo).
Símbolo maior da poesia gauchesca; especializou-se em décimas (poemas com estrofes de 10 versos).
Em seus versos retratou, com conhecimento de causa, os hábitos costumes e vicissitudes do homem campeiro do sul do Brasil.
O peão de estância, o gaúcho andarilho, o índio missioneiro e muitas outras figuras regionais ganharam vida em seus poemas.
A formação dos Sete Povos das Missões, a epopeia farroupilha, foram alguns dos seus muitos temas.
Eterno filósofo galponeiro, em suas reflexões, buscou as respostas da existência na visão do homem simples.
Sua temática ia da raiz às estrelas, sendo ao mesmo tempo regional e universal; seus versos mescla de história, costumes e atualidades, exaltaram a vida do homem excluído, pobre e oprimido.
Deixou sua obra imortalizada em vários livros e discos. Sendo considerado pelo meto tradicionalista, como referência gauchesca da essência rio-grandense.

Biografia

Livros: - Galpão de Estância (1954)
- De Fogão em Fogão (1958)
- Potreiro de Guaxos (1965)
- Bota De Garrão (1966)
- Brasil Grande do Sul (1966)
- Paisagens Perdidas (1966)
- Vocabulário Pampeano – Pátria, Fogões e Legendas (1987)
- Payador e Troveiro (1990)
- Antologia Poética: 50 anos de poesia (1996)
- Payada Cantares(2003)(obs:Resgate do acervo de Jayme)

Discos

- Payador – pampa e guitarra de Noel Guarany (convidado especial) (1974)
- Payadas (1984)
- A volta do payador (1984)
- Troncos Missioneiros (juntamente com Noel Guarany, Cenair Maicá e Pedro Ortaça) (1987)
- Poemas Gaúchos (1993)
- Payadas (1993)
- Paisagens Perdidas (1994)
- Jayme Caetano Braun (1996)
- Acervo Gaúcho (1998)
- Êxitos 1 (1999)
- Payada, Memória & Tempo (2006)(obs:Resgate do acervo de Jayme)
- Payada, Memória & Tempo Vol. 2 (2008)(obs:Resgate do acervo de Jayme)
- A Volta do Farrapo (2008)(obs:Resgate do acervo de Jayme)

Histórico

Nome completo: Jayme Guilherme Caetano Braun

Nome mãe: Euclides Ramos Caetano Braun

Nome pai: João Aloysio Thiesen Braun

Avós maternos: Aníbal Antônio Souza Caetano e Florinda Ramos Caetano

Avós paternos: Jacob Braun e Guilhermina Thiesen Braun

Nascido em 30 de Janeiro de 1924 às 8:30 na fazenda Santa Catarina de seu avô materno (Aníbal Caetano) na localidade da Timbaúva (Na época 3° Distrito de São Luiz Gonzaga) hoje município de Bossoroca.

Irmãos: Maria Florinda, Terezinha, Judite, Zélia e Pedro Canísio. (Jayme foi o 2° filho do casal Braun)
Pais

Era filho do casal João Aloysio Thiesen Braun e Euclides Ramos Caetano.
Seu pai era filho de imigrantes alemães, professor e diretor do colégio elementar Pinheiro Machado; respeitado nas comunidades por onde passou (foi delegado de educação nas cidades de Santa Cruz e Passo Fundo).
Sua mãe era filha de família tradicional pecuarista, da localidade chamada Timbaúva (Antigo 3° Distrito de São Luiz Gonzaga, hoje município de Bossoroca).
Sobre seu pai, Jayme descreve a grande admiração que sentia por ele na emocionante poesia “Oferta” (Livro: De Fogão em Fogão).
De sua mãe, precisamente, herdou a veia poética; sua avó maternaFlorinda Ramos Caetano, irmã do poeta e coronel revolucionário Laurindo Ramos, dominava o verso de improviso e recitava seus poemas no ambiente familiar criando forte estrutura poética que Jayme veio a conviver e herdar mais tarde.

Nascimento

O casal João Aloysio e Euclides, após casarem em São Luiz no ano de 1920, passaram a residir na Avenida Senador Pinheiro Machado n° 1934 em frente à antiga Praça da Lagoa (Atual Praça Cícero Cavalheiro) no endereço onde existe hoje a Casa da Alface, na época propriedade do avô materno de Jayme, sr. Anibal Caetano.
Em Janeiro de 1924 o casal Braun, como de costume, foi passar as férias escolares na Timbaúva, na fazenda Santa Catarina de propriedade do avô Sr. Aníbal Caetano.
Nesta feita havia um motivo maior para a ida até a localidade da Timbaúva...
Dona Euclides Ramos Braun, grávida, confiava muito na parteira daquela localidade: Dona Antônia.
Meu avô paterno Anajande Ramos Ribeiro(primo-irmão de Dona Euclides) foi quem chamou as pressas a parteira.
Em 30 de janeiro de 1924 num quarto junto a sala veio ao mundo, por intermédio de Dona Antônia, o Poeta Maior: Jayme Caetano Braun.
Permanecendo na fazenda durante todo o período de resguardo até o retorno de sua mãe para a casa em São Luiz.
Poucos dias após seu nascimento, Jayme foi registrado no posto designado em Bossoroca (na época 3° Distrito de São Luiz Gonzaga) onde consta como declarante o Senhor Anajande Ramos Ribeiro e que o casal Braun estava a passeio no Distrito. N° do registro de nascimento: n° A-6; folha n° 16, n° ordem 21; data 07/02/1924.

Infância
Cresceu o menino nas imediações da velha Praça da Lagoa.
A missioneira São Luiz Gonzaga com sua riqueza histórica aos poucos ia sendo descoberta pelo olhar atento do pequeno poeta.
Desde tenra idade conviveu com a vida rural nas fazendas e esse convívio (que procurou manter por toda a vida) foi armazenando na alma do payador, o riquíssimo conteúdo emotivo que serviu de espinha dorsal para suas poesias.

Adolescência
A família Braun, devido à transferência de Sr. João Aloysio, mudou-se para Cruz Alta em 1938 onde foi diretor de escola.
Em 1939 foram para Santa Cruz do Sul, com o Senhor Braun sendo delegado de ensino.
De 1940 até 1942, seu pai assumiu cargo de delegado de ensino em Passo Fundo.
Retornaram para Cruz Alta, lá seu pai se aposentou e faleceu.
Após a morte de seu pai a família passou a residir em Porto Alegre, Jayme retornou às Missões, vindo a morar na fazenda Santa Terezinha (Timbaúva) de propriedade de seu tio materno Danton Victorino Ramos, a quem considerava como seu segundo pai.
Ficou lá até se casar.

Casamento
Casou-se com Nilda Aquino Jardim, filha de Rivadavia Romeiro Jardim e Faustina Aquino Jardim, no dia 20 de dezembro de 1947.
Passou a morar na fazenda Piraju de propriedade de seu sogro, permanecendo lá pouco mais de um ano. Devido a seu temperamento forte e determinado, teve desentendimento com o capataz com relação as lidas da fazenda.
Saiu da fazenda para morar perto dali, na Serrinha (Vila Distrito de São Luiz Gonzaga) naquela localidade abriu um autêntico bolicho de campanha (com ajuda financeira do sogro e de seu tio Danton Ramos) onde ocorriam rodadas de poesia e música até tarde da noite; a sua casa era nos fundos do bolicho.
Essas importantes informações recebi do Sr. Ataliba dos Santos filho do capataz e que foi morar com Jayme e D. Nilda ajudando no bolicho.
Sobre essas tertúlias contou o Sr. Ataliba(que na época era rapazote): “O Jayme quando inspirado ficava, às vezes, olhando para um palito de fósforo entre os dedos (com som de violão sendo dedilhado ao fundo) e as payadas brotavam magicamente”.
Permaneceu “bolicheando” por quase dois anos, depois passou a residir na cidade (São Luiz) na Rua Marechal Floriano (fundos hospital de caridade) ali nasceram seus dois filhos: Marco Antonio Jardim Braun e José Raymundo Jardim Braun.

Vida profissional e política


Após sua experiência como bolicheiro, começou a participar de campanhas políticas (daqueles ao qual ele admirava) como payador(final da década de 40).
Seu poema “O Petiço de São Borja” referente a Getúlio Vargas foi publicado na época em revistas e jornais do país.
Participou na campanha de seu tio materno Ruy Ramos com o poema “O Mouro do Alegrete”.
Nos anos seguintes participou nas campanhas de Leonel Brizola, João Goulart e Egídio Michaelsen.
Na campanha de Ruy Ramos a deputado federal, apresentava um programa radiofônico na radio São Luiz; contratado pelo seu outro tio Danton Ramos, para divulgar a candidatura de Ruy. Devido ao sucesso, obtido em grande parte pelos seus versos de improviso, o programa teve continuidade.
Em 1948 iniciou o programa, na mesma radio, chamado “Galpão de Estância” (existente até os dias atuais, atualmente a cargo de Alcides Figueiredo) juntamente com Dangremon Flores e Darci Fagundes. Deste nome veio a surgir mais tarde o 1° CTG em São Luiz Gonzaga chamado CTG Galpão de Estância. Seu tio materno Nico Caetano foi o primeiro patrão.

A convite de seu tio Ruy Ramos foi para Porto Alegre. Passou a ser funcionário do IPASE (Instituto de Pensões e aposentadoria dos Servidores do Estado, órgão federal) era auxiliar de farmácia, depois passou a ser auxiliar da tesouraria, por um período foi diretor da Biblioteca do estado RS de 1959 a 1963(convite do amigo e então governador Leonel Brizola) após retornou a tesouraria e mais tarde passou para o IAPAS como fiscal da pevidencia onde ficou até se aposentar.

Incentivado e apoiado por Ruy Ramos concorreu a deputado estadual peloPTB no ano de 1962, não alcançando votação suficiente.
Esta passagem política trouxeram mágoas que o acompanharam por muito tempo (vide poema "Bilhete a João Vargas" inserido nas fotos).

Em 1973 inicia no programa semanal Brasil Grande do Sul, na Radio Guaíba, durante 15 anos. Com muito sucesso.

Os direitos autorais de seus vários livros e discos serviram como complemento de renda, pois o poeta, como muitos que trabalham com a arte, enriqueceram mais a alma do que os bolsos.

Segundo Casamento

Separou-se de sua 1° esposa Sra. Nilda Jardim em 11/07/88 divorciando-se em 26/06/95.
Casou-se com Sra. Aurora de Souza Ramos (Bréa) em 1° de setembro de 1995 na cidade de Porto Alegre. Teve um enteado: Marcelo Bianchi; da união com Aurora Ramos nasceu seu filho: Cristiano Ramos Braun.

Saúde

A sua saúde foi abalada em muitas situações: quatro pontes de safena, angústias, desilusões e fortes depressões.
Várias situações no decorrer de sua emotiva existência colaboraram para o surgimento de seus problemas de saúde:
No início, quando nas suas primeiras poesias, foi o desestímulo (por parte de alguns) um adversário forte de ser superado.
Com o passar do tempo superou o pouco caso que faziam de sua obra, assim como as críticas "acadêmicas" que recebeu pelo seu estilo nativo;
Outro fator foi a decepção no pleito da candidatura a deputado estadual em 1959 quando sua mensagem não foi compreendida pelo seu próprio povo; sobre esse fato, ele mesmo diz na poesia feita ao seu grande amigo João Vargas do Alegrete de título Bilhete ao João Vargas do Alegrete.
Abaixo trecho dela:

“Bilhete ao João Vargas"
...Fiz o que o gaúcho faz,
Sem admitir pretexto
E fui – como gato a cabresto,
“Só nas patinhas de trás”,
Tu sabes – na santa paz
Que o gaúcho não morreu,
Mas na terra onde nasceu
-Até periga a verdade,
Quando eu gritei: Liberdade!
Só o eco me respondeu... ”

E por fim, talvez o que mais tenha despedaçado o coração do poeta tenha sido a dor pela perda de seu filho primogênito, Marco Antonio aos 30 e poucos anos de idade por abalos no sistema nervoso.

Morte
Faleceu no dia 8 de julho de 1999 às 5 horas e 30 minutos, aos 75 anos de idade, na clínica São José em Porto Alegre, vítima de complicações cardiovasculares. O corpo foi velado às 17 horas no Salão Nobre Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, sede do governo estadual gaúcho; foi enterrado no cemitério João XXIII em Porto Alegre.

Curiosidades
(algumas, retiradas dos jornais que prestaram homenagens no dia de sua morte)

- Seus primeiros poemas foram publicados em 1943, no jornal A Notícia de São Luiz Gonzaga, assim como seu 1° Livro Galpão de Estância, em 1954.
- Seus ídolos na poesia foram: Laurindo Ramos (tio avô); Balbuino Marques da Rocha; João Vargas do Alegrete; Juca Ruivo e os insuperáveis Athaualpa Yupanki e José Hernandez (Martin Fierro).
- Foi um dos fundadores do CTG Galpão de Estância de São Luiz Gonzaga.
- Foi um dos fundadores do conselho coordenador do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), sendo presidente em 1959.
- Foi um dos fundadores da Estância da Poesia Crioula, grupo de poetas tradicionalistas que se reuniram no final dos anos 50.
- Considerado, juntamente com Noel Guarany, Cenair Maicá e Pedro Ortaça um dos “Troncos Missioneiros” fundadores do estilo musical chamado: Missioneiro; marca registrada da região das missões e do Rio Grande do Sul.
- Na infância, juventude e também na maturidade (sempre que possível) passava suas férias nas fazendas de seu avô Aníbal Caetano ou de seu tio Danton Ramos.
- Sonhava fazer medicina, sem terminar o ensino médio, tornou-se um especialista em remédios caseiros. Dizia que todo missioneiro tinha a obrigação de ser um curandeiro.
- Para alguns era considerado um artista polêmico, genioso, pois era radical ao defender seu ponto de vista. Dizia o que tinha que dizer; gostassem ou não.
- Certa feita ao ser comparado a um corvo, devido a seu gosto por roupas escuras, respondeu: “O corvo é uma ave higiênica, que limpa todos os campos”.
- Seu ultimo CD: Êxitos 1 (lançado dias após sua morte) estava pronto com mais de ano de antecedência; o lançamento havia sido adiado (a seu pedido) pois queria estar em melhores condições de saúde.
- Dentre seus companheiros e parceiros musicais destacam-se: Noel Guarany, Cenair Maicá, Pedro Ortaça, Lucio Yanel, Glênio Fagundes, Chaloy Jara e Gilberto Monteiro.
- Recebeu ao longo de sua carreira inúmera premiação e homenagens: destaque especial no prêmio Açoriano de Música (1997), troféu Simões Lopes Neto, maior honraria concedida pelo Governador do estado (1997), Troféu Laçador de Ouro (1997).
- Foi instituído em sua homenagem, na data de seu aniversário, 30 de Janeiro, o “Dia do Payador” com lei estadual de N° 11.676/01 de autoria do Deputado estadual João Luiz Vargas.
- Os Dois Lenços: devido à grande admiração por seu tio avô Laurindo Ramos, poeta e Coronel chimango da revolução de 1923 e 1924 e por influencia de seu tio Ruy Ramos, começou a usar o lenço branco, sendo apelidado desde moço de “chimango”. Muito mais tarde, na sua maturidade, ao morar em Porto Alegre, capital política dos gaúchos, passou a usar o lenço colorado.
- Em 2011 a Estância da Poesia Crioula, entidade a qual foi um dos fundadores e 3º presidente instituiu um concurso de poesia gauchesca com o seu nome.
-Era torcedor gremista, mas nem por isso deixou de assistir com amigos colorados a um GreNal na torcida do Internacional, como contou-me o seu primo-irmão Sr. Juca Ramos. Naquela feita, ao ser quase denunciado ao comemorar um gol do Grêmio, disfarçou e criativamente disse: “Dá-lhe seus frescos, nós estamos jogando mal, mas vamos virar essa porcaria...” (como se fosse um fanático torcedor colorado). O que motivou risadas entre os amigos que sabiam da verdade.
-Outra que me contou o Sr. Juca Ramos é a de quando Jayme era diretor da biblioteca pública, recebia seguidamente a visita dele, que na época era estudante e ia lá fazer pesquisas, em certas vezes Jayme reunia Sr. Juca e outros estudantes e encaminhava todos para sua sala para “estudar” a Divina Comédia de Dante Alighieri, ao cruzar pela secretária, uma idosa senhora, ele pedia para não ser importunado, pois precisava ensinar muitas coisas importantes à aqueles jovens estudantes, o que causava certa admiração na senhora, mal sabia ela que eles iam jogar truco....

Finalizando

Foi sempre a emoção que norteou o poeta.
A inspiração (cerne da sua poesia) saía abrindo caminhos, na frente da informação e da rima.
Esse era o grande diferencial de Jayme Caetano Braun:
“O POETA ERA TODO INSPIRAÇÃO!”

Por Vinícius Ribeiro - http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br

Pesquisa
Vinícius Ribeiro 2° Semestre 2005.
Colaboração:
Senhora Gelsa Ramos de Moraes
Entrevistados:
Sr. Ataliba dos Santos e Sr. Juca Ramos.
Revisão final:
Sra. Aurora Ramos Braun(feita em 10 de fevereiro de 2009)
Fontes

– Cartório de registro civil de São Luiz Gonzaga
– Cartório de registro civil de Bossoroca
- Jornal Zero Hora (Porto Alegre)
- Jornal A Notícia (São Luiz Gonzaga)
- Outros

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Desenhista Sérgio Cunha e o gaúcho em preto e branco


Por Matias Moura

O desenhista Sérgio Antônio Santos da Cunha ,59 anos  , é  natural de Uruguaiana e descobriu o talento ainda quando era guri , e já desenhava seus primeiros rabiscos , e nem imaginava que aquela brincadeira seria a profissão que um dia ele escolheria para exercer  . Guri criado no campo como ele próprio afirma , traz em sua memória muitas imagens daquela época que hoje são retratadas em telas que contam sobre os costumes dos gaúchos . Seus desenhos bem traçados  mostram cenas das gineteadas , das tropas de bois conduzidas por grandes comitivas , das “charlas” ao pé dos fogões tropeiros , dos rodeios e marcações a campo fora , dos bailes à moda antiga que eram embalados pelo som da gaita , do violão e pandeiro , das feições dos homens rudes castigados pelas intempéries do tempo, do índio vago, do “changueador” cruzador de distâncias , das carreiradas aos Domingos , das mateadas e churrascadas , das taperas beirando as estradas e muitas outras cenas que ficaram guardadas na memória de um artista que busca inspiração em sua origem para através da técnica conhecida como bico de pena e nanquim ganhar vida .

“ O artista tem que estar onde o povo está por isso revolvi levar o trabalho para as ruas , aqui tendo este contato direto com as pessoas vejo o quanto é importante o que faço, cada desenho deste contém um pouco da minha história e fui criando vendo essas imagens e figuras , meu pai tinha uma pequena propriedade rural e também era dono de um “bolicho” e eu enquanto criança andava sempre junto com ele e lembro dessas imagens e naquela época já fazia meus desenhos  ,a minha mãe conta que ainda bem pequeno eu riscava o chão do terreiro com um graveto fazendo algumas figuras , posso dizer que hoje ainda sou o mesmo guri de campanha que cresceu e que continua a fazer uns rabiscos “  comenta Sérgio Cunha .

O artista explica que chegou  trabalhar em outros empregos , como em uma gráfica por exemplo mas nunca abandonou o seu talento, foi então quando tinha 30 anos de idade que começou a se dedicar exclusivamente a fazer desenhos com a temática gaúcha , tendo como grande inspiração o desenhista “Berega” que também é uruguaianense e tem a sua arte reconhecida nacionalmente e internacionalmente por registrar em suas obras o cotidiano dos fronteiriços .

” Sem dúvida o Berega , foi e é  minha grande fonte de inspiração , quando comecei a trabalhar com essa temática gaúcha notei que havia uma grande carência e muita procura  ,as pessoas gostam de comprar estes desenhos para colocar em suas casas ,  no canto da churrasqueira , ou então para enfeitar algum galpão , penso que estou contribuindo com a nossa cultura entregando estas cenas que tanto nos representam e creio que a nossa tradição merece ser mais preservada é isso que me motiva a seguir desenvolvendo este trabalho” afirma Sérgio Cunha.

O artista está de passagem por Livramento e estará expondo seus desenhos no Largo Hugolino Andrade durante todo o dia.









terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Documentário Ao Som do Chamamé

Postado por Matias Moura


SOBRE

Bacia do Prata, tríplice fronteira: Brasil, Argentina e Paraguai. Mais precisamente, região de Corrientes, província Argentina. Foi daí que ecoaram os primeiros acordes do "chamamé", cuja origem mais arcaica provém dos cânticos religiosos e das danças dos guaranis que habitavam o local. Hoje, o ritmo como conhecemos é fruto de um processo de assimilação e modificação dessas danças e cânticos e de sua fusão com a polca correntina. Uma história de como a música pode unir países e culturas diversas e se tornar singular em cada um deles ao absorver traços da cultura de cada localidade. E foi justamente em consequência de sua localização geográfica que o chamamé difundiu-se por toda a extensão da Bacia Hidrográfica do Rio do Prata.

Ritmo de raízes fronteiriças, no Brasil a tradição chamamezeira é bastante forte nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Esse último, abraça a tradição há mais de cem anos quando, com o fim da Guerra do Paraguai, recebeu vários imigrantes da região à procura de trabalho, trazendo com eles suas tradições musicais. Atualmente, o MS é considerado um dos principais centros chamamezeiros fora da província de Corrientes.  A singularidade do ritmo no estado é fruto, principalmente, da modificação ocorrida no ritmo tocado na região, o que o tornou próprio e com peculiaridades que o diferenciam do tocado nos países e estados vizinhos. E é esse o foco do documentário "Ao Som do Chamamé", que hoje encontra-se em fase de pós-produção.

 SINOPSE
"Ao Som do Chamamé" é uma história contada por músicos, amantes e conhecedores da cultura e do ritmo "chamamé", de raízes fronteiriças, na Bacia do Rio do Prata.

 FICHA TÉCNICA

PRODUÇÃO Novelo Filmes
PRODUZIDO POR Ana Paula Mendes, Carol Gesser, Cíntia Domit Bittar
ARGUMENTO Lucas de Barros, Maria Augusta Vilalba Nunes
ROTEIRO Lucas de Barros, Maria Augusta Vilalba Nunes
DIREÇÃO Lucas de Barros
ASSISTENTE DE DIREÇÃO Will Martins
PRODUÇÃO EXECUTIVA Ana Paula Mendes, Carol Gesser
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Ana Paula Mendes
PRODUÇÃO LOCAL Fabian Aranda, Marinete Pinheiro
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Marx Vamerlatti, Fábio Fantauzzi
ASSISTENTE DE CÂMERA CÍntia Domit Bittar, Débora Firmino de Souza
CÂMERA Fábio Fantauzzi, Marx Vamerlatti, Max Laus, Max Ruggieri, Cíntia Domit Bittar, Lucas de Barros, Will Martins
TÉCNICO DE SOM Gustavo de Souza
MONTAGEM Alessandro Danielli, Cintia Domit Bittar
CORREÇÃO DE COR Alan Porciuncula
EDIÇÃO DE SOM E MIXAGEM
FINALIZAÇÃO Alessandro Danielli

PATROCÍNIO Elecnor
APOIO INSTITUCIONAL Ministério das Relações Exteriores - Itamaraty

 AO SOM DO CHAMAMÉ
DOCUMENTÁRIO | 90 min | 2015
PRODUÇÃO: NOVELO FILMES
DIREÇÃO: LUCAS DE BARROS
ARGUMENTO: LUCAS DE BARROS, MARIA AUGUSTA V. NUNES



domingo, 25 de janeiro de 2015

César Oliveira e Rogério Melo são indicados ao 26º Prêmio da Música Brasileira


Por Matias Moura 

César Oliveira e Rogério Melo são indicados ao 26º Prêmio da Música Brasileira , assim como no ano passado a dupla irá concorrer na categoria regional como melhor disco , pelo álbum recentemente lançado Cancioneiro do Rio Grande do Sul Volume 1 , que faz um importante resgate da musicalidade do nosso estado .

Criado em 1988, este é o prêmio de maior prestígio da música brasileira e se consolidou por não apenas por resgatar e celebrar grandes nomes do cenário nacional, mas, sobretudo, por avalizar carreiras de artistas iniciantes ou com expressão de alcance regional.

O novo disco da dupla é um apanhado de grandes clássicos que remontam os primórdios de um movimento cultural e musical que originou a vasta e rica canção regional gaúcha que temos hoje.

A ideia deste projeto foi acalentada há mais de dez anos e partiu de uma conversa entre César Oliveira e Luiz Menezes. Desde então, o repertório vem sendo montado, através de pesquisa e estudo do que representou cada uma das músicas escolhidas, cada qual em seu tempo, bem como critérios de ritmos, temática e de linguagem. O resultado são dezesseis fonogramas que praticamente contam a história do cancioneiro no Rio Grande do Sul, através das obras de nomes como Telmo de Lima Freitas, Gildo de Freitas, Honeyde e Adelar Bertussi, José Mendes, Barbosa, Lessa, Pedro Raymundo e, até mesmo, Lupicínio Rodrigues.

Compõem o repertório músicas do imaginário afetivo rio-grandense, contendo pérolas como “Última lembrança”, “O roubo da gaita velha”, “Cancioneiro das Coxilhas”, “Canção do gaúcho”, “Os homens de preto”, entre outras, todas gravadas respeitando o arranjo original, ao que foram agregados apenas recursos técnicos e de gravação mais apurados. A direção musical é, mais uma vez, assinada por Rogério Melo e a produção é de César Oliveira.

Em última análise, o “Cancioneiro do Rio Grande do Sul – vol. 1” tem como objetivo dar o devido valor aos precursores da música regional gaúcha, tirando algumas de suas obras do ostracismo e dando um novo verniz ao que já era belíssimo originalmente. “Promover o encontro das novas gerações com os grandes compositores, os que ‘abriram picada’, é o nosso intuito”, diz César Oliveira, “pois muito do que já se produziu cultural e musicalmente está ficando esquecido, e são as nossas verdadeiras referências.”

O projeto gráfico do CD também busca fazer uma homenagem, neste às obras de arte de Rossini Rodrigues, artista plástico são-borjense cujo trabalho é reconhecido até mesmo pela UNESCO, mas que é desconhecido pela maioria dos gaúchos. Seis de suas esculturas em argila ilustram o disco.


sábado, 3 de janeiro de 2015

33ª Gauderiada da Canção Gaúcha em Rosário do Sul





Ordem de Apresentação
Sexta – Feira - Dia 09 de Janeiro de 2015

26ª GAUDERIADA MIRIMCategoria:  Mirim
1. Maria Alice Rosa Da Silva
Interpreta: No Fio Da Milonga
Representa: Santana Do Livramento
2. Guilherme Gomes Machado
Interpreta: Por Onde Anda a Alma Inquieta Do Poeta
Representa: São Gabriel

Categoria:  Juvenil

1. Gabriel Jardim Pinto
Interpreta: Alma Campeira
Representa São Gabriel
2. Vitória Staggmeier
Interpreta: Quando Se Aperta Um Bocal
Representa: São Gabriel
3. Fernanda Silveira Ribeiro
Interpreta: Da Boca Pra Fora
Representa: Rosário Do Sul
4. Milena Fontoura De Gregori
Interpreta: No Sul Do Meu País
Representa: Dom Pedrito - Rs

33ª GAUDERIADA DA CANÇÃO
1. Bolicheando – Chamarra
Letra: Giovani Gonzalez/ Leonardo Borges
Musica:  Marcelo Holmos
2. Inhandejú – Milonga
Letra: Rafael Machado
Música: Kiko Goulart
3. Sonho De Flor – Chamamé
Letra: Sergio Roberto vieira
Música: Sérgio Roberto Vieira
4. Guri de Campanha - Milonga
Letra: Alsom Pereira Da Silva
Música: Adair De Freitas
5. Retrato Em Mi – Milonga
Letra: Vaine Darde
Música: Renato Fagundes
6. O Casório Do Véio – Vaneira
Letra: Juliano Moreno
Música: Érlon Péricles
7. O Pátio – Milonga
Letra: Volmir Coelho/ Othelo Caiaffo
Musica: Volmir Coelho
8. Décima De Ritual Antigo - Milonga
Letra: Diego Muller/Alex Cabral
Música: Zulmar Benitez
9. Pretexto De Domador – Chamarra
Letra: Paulo Ozório Lemes
Musica: Robson Garcia

Sábado – Dia 10 De Janeiro De 2015

26ª GAUDERIADA MIRIM
Categoria Pre Mirim
1. Valentina Staggmeier
Interpreta: A Cozinheira Da Estancia
Representa: São Gabriel
2. Arthur Cesarino
Interpreta: Diário De Um Fronteiriço
Representa: Santana Do Livramento
3. Jhordan Amilcar Souza
Interpreta: Versos Para Dom Ricardo
Representa: São Gabriel

Categoria Mirim

1. Kathellyn Beatriz Da Silva Garcia
Interpreta: Campo e Luz
Representa: Gravataí
2. Anna Laura Fialho
Interpreta: Cantadores
Representa: São Gabriel

Categoria Juvenil
1. Giovana De Marchi Cavalheiro
Interpreta: Ave Maria Da Guitarra
Representa: Sapucaia Do Sul
2. Isabelle Jung Mottini
Interpreta: Mandinga
Representa: Porto Alegre
3. Agnes Nimue De Oliveira
Interpreta: Estrelas De Peão
Representa: Canoas
4. Laura Baum
Interpreta: Sinceridade
Representa:  Ivoti

33ª GAUDERIADA DA CANÇÃO

1.  As Tropas Do Jangota – Milonga
Letra: Maximiliano Alves De Moraes
Musica:  Cristiano Fantinel
2. Romance de Vida e Sonhos - Milonga
Letra:Joel De Freitas Paulo
Música: Nirion Machado
3. O Meu Nome É Peão Rural – Milonga
Letra: Marquito Ferreira Costa
Musica: Marquito Ferreira Costa/Juliano Moreno
4. Uma Palavra Nova – Milonga
Letra: Belmiro Pereira
Música: Luiz Cardoso
5. Campeiro - Toada Milonga
Letra: Fabio Prates
Música: Ronaldo Muller
6. Uma Carta Para A Saudade – Chamamé
Letra: Romulo Chaves
Música: Miguel Marques
7. Cantada De Apreço Ao Poeta – Canção
Letra: Joel De Freitas Paulo
Musica: Nirion Machado
8. Quinchador- Milonga
Letra: Giba Trindade
Música: Volmir Coelho
9. Dois Baios, Uma Estrada, Uma Saudade – Milonga
Letra: Adair De Freitas
Musica: João Bosco Ayala

domingo, 14 de dezembro de 2014

1º Esteio da Poesia Gaúcha já tem os 10 poemas que vão ao palco



Depois de muita leitura por parte da comissão avaliadora do 1º Esteio da Poesia Gaúcha e de debates entre Carlos Omar Villela Gomes, Adão Quevedo e Erico Rodrigo Padilha, foram definidos os 10 poemas classificados para o nosso festival. Parabéns aos autores que tiveram trabalho selecionados. Sucesso a todos e muito obrigado aos 100 poetas que nos prestigiaram com tantos belos temas.

Classificadas (em ordem alfabética do título do poema):
Poemas classificados para o 1º Esteio da Poesia Gaúcha

A Dor da Perda
Maximiliano Alves de Moraes
Alegrete

A Maldição do Frederico
Francisco Carneiro Neto / José Mauro Ribeiro Nardes
Entre-Ijuís

Dos Meus Silêncios
Mateus Lampert
Santana do Livramento

É Bem Assim lá no Campo
Jadir Oliveira
Portão

Em Nome do Pai
José Luiz Flores Moró
Farroupilha

O Gato
Luis Lopes de Souza
Passo Fundo

O Outro do Espelho
Guilherme Suman
Porto Alegre

Relicário
Marcelo Domingues Dávila
Santana do Livramento

Romance do Assoviador
Matheus Costa
Dom Pedrito

Três Rosas e um Cabaré
Joseti Gomes
Gravataí